Santander, Bradesco e Itaú, os três maiores bancos privados do país, retomaram processos de contratação e demissão de funcionários. Para o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, as instituições descumprem o acordo assinado no começo do ano de não realizar cortes durante a pandemia.

“[Os bancos] Desenvolvem uma campanha para mostrar seu lado humano na pandemia, mas demitem funcionários durante a maior crise sanitária vivida pelo país neste século”, diz Ivone Silva, presidente do sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. “Cobramos mais transparência nos números de funcionários a serem atingidos pelas mudanças e que todos sejam realocados em outras áreas da instituição.”

Quantos foram demitidos? O sindicato não tem o número exato, pois as homologações não são mais feitas na entidade. Desde a reforma trabalhista, a homologação pode ser feita na empresa sem a intermediação do sindicato.

Mesmo assim, o sindicato tem os dados coletados junto aos funcionários. No Santander, são mais de 1.060 demitidos. O Bradesco cortou mais de 150, e o Itaú, mais de 200.

As demissões vão continuar? Tudo indica que sim. No comunicado do Bradesco, a instituição cita quais benefícios serão pagos aos demitidos no período de 21 de setembro e 30 de novembro, como extensão do plano de saúde por seis meses além do que prevê a convenção coletiva.

Demissão a distância – O sindicato critica o fato de as demissões do Itaú terem ocorrido por meio de aplicativos de reunião virtual, Whatsapp e e-mail. A questão é que a pandemia fez empresas adotarem medidas de distanciamento social em suas rotinas, como contratações e demissões a distância.

O que os bancos disseram? O Itaú diz que retomou em setembro alguns processos internos que estavam suspensos na área de pessoas desde março. “Entre esses processos, estão contratações e demissões. São movimentações, portanto, que fazem parte da retomada da rotina normal do banco.”

As contratações devem superar as contratações, inclusive.

O Bradesco disse que não comentaria o tema e o Santander não respondeu à reportagem.

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