O Banco Central decidiu, em reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, em meio ponto percentual, de 5,5% para 5% ao ano.

O comitê, que decidiu de forma unânime nesta quarta-feira (30), incluiu uma previsão de um novo corte de “igual magnitude” na próxima reunião, em dezembro. O diretor da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer, disse que a menos que caia um meteoro na Terra, o próximo corte será de no mínimo 0,5 ponto percentual em dezembro. “O fato de a votação começar com um corte mínimo de 0,5 ponto amplia as chances de uma redução maior, de 0,75 ponto”, afirmou Spyer.

No entanto, o Comitê também falou em “cautela”, indicando que o os cortes podem ficar mesmo nessa faixa de 0,5 ponto.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto
Crédito: Amanda Perobelli/Reuters

A decisão reflete um cenário em que a economia brasileira cresce de forma gradual e com a inflação controlada, até abaixo do centro da meta. Completa o panorama a aprovação, pelo Senado Federal, da reforma da Previdência, que indica uma situação de menor descontrole das contas públicas brasileiras nos próximos anos.

Inflação. Ao falar sobre a inflação, o comunicado divulgado cita os possíveis fatores ainda presentes e que podem forçar uma eventual alta dos preços. São eles uma possível “deterioração do cenário externo para economias emergentes”, como a brasileira, e uma “eventual frustração em relação à continuidade das reformas”.

No primeiro rol, inclui-se, em especial, as disputas comerciais entre Estados Unidos e China. Em momentos de instabilidade, investidores buscam se afastar do risco procurando aplicações em economias mais consolidadas.

No segundo, é uma percepção sobre os movimentos erráticos da classe política em dar andamento aos próximos projetos de reformas econômicas, como a administrativa e a tributária, depois da votação e aprovação da Previdência.

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