Como esperado pelo mercado, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu nesta quarta-feira (dia 16) por unanimidade manter a taxa básica de juros, a Selic, em 2% ao ano.

A decisão, que interrompe uma sequência de nove cortes consecutivos, acontece em um cenário de expectativa de aumento de inflação, ainda que a variação de preços esteja dentro da meta, e de incertezas fiscais.

O BC repetiu a frase do comunicado anterior, de que uma nova redução, “se houver”, será pequena.

“O Copom entende que a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno”, afirmou o Copom no comunicado que acompanha a decisão.

A projeção atual do mercado para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é de uma alta de 1,94% em 2020 –uma semana antes, a aposta era de crescimento de 1,78%, segundo dados da pesquisa Focus, do BC.

No meio do caminho entre uma pesquisa e outra, veio a alta no preço dos alimentos –a forte demanda da China por commodities fez as exportações de produtos como soja e arroz crescerem com força, o que aumentou os preços no mercado interno.

Além disso, o clima tenso entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, em torno do cumprimento do teto de gastos provoca um cenário de incerteza fiscal, o que também restringe a possibilidade de mais cortes na taxa.

 

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