O home office virou assunto da pauta de negociação salarial dos bancários neste ano de pandemia. Como boa parte da categoria passou a trabalhar de casa, os problemas relacionados ao home office começaram a aparecer.

Por isso, o Comando Nacional dos Bancários vai se reunir amanhã com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) para discutir as cláusulas para o trabalho remoto.

Que problemas são esses? Pesquisa realizada com 11 mil bancários de todo Brasil mostrou que apenas 19,2% possuem escritório em casa. Os demais realizam o trabalho de forma improvisada: no quarto, na sala ou até mesmo na cozinha.

A pesquisa também mostrou que 78% dos bancários tiveram aumento de gastos com conta de luz, 72% com contas do supermercado, além de elevações significativas nas contas de água, gás e internet.

Outro problema é a dificuldade, principalmente para as mulheres, para conciliar o trabalho em casa com afazeres domésticos e a relação com familiares.

“Toda e qualquer alteração a respeito da responsabilidade do fornecimento e manutenção dos equipamentos necessários para a realização do teletrabalho terá que ser discutido e pactuada neste instrumento aditivo, que vai regrar as condições do seu trabalho”, diz a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando Nacional, que representa a categoria na mesa com a Fenaban.

O que os bancários vão pedir? Na questão do teletrabalho, o comando pedirá condições adequadas de trabalho, orientação e custeio de despesas que aumentaram.

Também será reivindicada a manutenção dos direitos adquiridos, defesa do emprego, defesa da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) válida para toda a categoria, ganho real nas cláusulas econômicas, mesa única de negociação com os bancos (com bancos públicos e privados) e a defesa dos bancos públicos.

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