A Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, teve um desempenho melhor do que o esperado no início de 2021, já que o aumento nas vendas de cerveja na África e na Ásia compensou uma queda acentuada na Europa.

O fabricante das cervejas Heineken, Tiger e Sol manteve sua perspectiva de que o impacto da pandemia Covid-19 foi significativo e os mercados devem melhorar gradualmente no segundo semestre, dependendo do avanço da vacinação.

A cervejaria holandesa vendeu 50,3 milhões de hectolitros de cerveja no primeiro trimestre, estável ante mesma etapa do ano passado. A previsão média em uma pesquisa compilada pela empresa era de um declínio de 5%.

As vendas na África, Oriente Médio e Europa Oriental subiram 9,9%, com desempenho forte na Nigéria e na África do Sul.

As vendas asiáticas foram 5,4% maiores, principalmente no Sudeste Asiático e incluindo o Vietnã. As vendas na região tinham crescido no primeiro trimestre de 2020, embora tenham entrado em colapso em março com a disseminação do coronavírus.

Na Europa, as vendas de cerveja caíram 9,7%, já que os lockdowns reduziram o consumo de bebidas em cafés e restaurantes em dois terços.

O crescimento nas vendas das lojas não compensou o déficit. Os fabricantes de cerveja também sofreram com o custo mais alto de embalagem em latas descartáveis, em vez de garrafas ou barris retornáveis mais baratos.

O lucro líquido no primeiro trimestre foi de 168 milhões de euros, quase 80% maior do que no ano anterior, mas mais de 40% menor do que o de 2019, com a fraqueza europeia compensada por outras regiões e o controle de custos ajudando.

A cervejaria lançou um plano de três anos para restaurar as margens de lucro aos níveis anteriores à pandemia, em parte por meio do corte de 8 mil empregos.

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