O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (22) que o Brasil é vítima de “uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal”. Ao abrir a sessão de debates da 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), Bolsonaro justificou que há interesses comerciais por trás das notícias sobre queimadas. O discurso foi recheado de polêmicas, veja algumas abaixo:

A floresta é úmida

“Nossa floresta é úmida e não permite a propagação do fogo em seu interior.”

Apesar de úmida, a floresta registra incêndios.

Índios x queimadas

“Os incêndios acontecem praticamente, nos mesmos lugares, no entorno leste da Floresta, onde o caboclo e o índio queimam seus roçados em busca de sua sobrevivência, em áreas já desmatadas.”

Defesa da cloroquina

“Somente o insumo da produção de hidroxicloroquina sofreu um reajuste de 500% no início da pandemia. Nesta linha, o Brasil está aberto para o desenvolvimento de tecnologia de ponta e inovação, a exemplo da indústria 4.0, da inteligência artificial, nanotecnologia e da tecnologia 5G, com quaisquer parceiros que respeitem nossa soberania, prezem pela liberdade e pela proteção de dados.”

Crítica ao isolamento social e à mídia

“Como aconteceu em grande parte do mundo, parcela da imprensa brasileira também politizou o vírus, disseminando o pânico entre a população. Sob o lema “fique em casa” e “a economia a gente vê depois”, quase trouxeram o caos social ao país.”

Auxílio de US$ 1.000

“Concedeu auxílio emergencial em parcelas que somam aproximadamente US$ 1 mil para 65 milhões de pessoas, o maior programa de assistência aos mais pobres no Brasil e talvez um dos maiores do mundo”.

Segundo o Estado de S.Paulo, a conta não fecha. Se o auxílio fosse de US$ 1.000, o governo teria desembolsado R$ 353,8 bilhões com o pagamento do benefício. Mas o governo vai gastar R$ 321,8 bilhões. Ou seja, faltam R$ 31 bilhões.

(Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil)

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