A semana foi marcada pelo fim do vai-não-vai da reforma da Previdência, que foi aprovada em definitivo depois de oito meses de tramitação no Congresso — sem contar as tentativas em governos anteriores. Agora o governo vai se dedicar a novos pacotes para a economia, mas daí a serem votados é um longo caminho, até porque a crise no PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, está feia. Isso acaba se refletindo na demora para o país conseguir melhorar seu ambiente de negócios, que é ruim na comparação com o resto do mundo.

E se você só quer chegar ao fim do ano e se desligar de todos os impasses do mundo político-econômico, terá que ficar de olho no vazamento de óleo no nordeste e nas manifestações populares no Chile.

O 6 Minutos fez um balanço do que rolou na semana e preparou dicas para te ajudar a tomar decisões. Veja abaixo:

Senado aprova reforma da Previdência

Agora foi! A reforma da Previdência foi aprovada definitivamente na quarta-feira (23) e deve entrar em vigor em cerca de dez dias. O governo calcula um impacto positivo para as contas públicas de R$ 800,3 bilhões em dez anos, mas o IFI (Instituto Fiscal Independente) indica um número menor, de R$ 630 bilhões. Para saber exatamente como ficam as novas regras de aposentadoria, acesse esta matéria. Superado esse item importante da agenda de reformas, o governo começou a preparar pacotes de emprego para os mais jovens e sem experiência profissional, programa de qualificação para quem quer voltar ao mercado de trabalho e uma nova linha de crédito direcionada aos mais pobres, que tradicionalmente têm dificuldade em conseguir empréstimos.

Placar da votação, em segundo turno, da reforma da Previdência no Senado

Placar da votação, em segundo turno, da reforma da Previdência no Senado
Crédito: Roque Sá/Agência Senado

A crise no partido de Bolsonaro

O clima está tenso no PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro. A crise começou com denúncias de candidaturas laranjas nas eleições de 2018, já respingou no ministro do Turismo, provocou a expulsão do deputado Alexandre Frota, tirou  Joice Hasselmann da função de líder do governo na Câmara e tomou a internet com discussões bem baixas. O problema maior é que as faíscas podem atrasar as reformas tão necessárias ao país. O deputado Felipe Francischini (PSL-PR) já afirmou que a votação de proposta que limita a capacidade de endividamento do governo para pagar despesas correntes — também conhecida como “regra de ouro” — vai atrasar.

Conflitos no Chile e óleo no Nordeste. Como salvar sua viagem?

A temporada de férias e viagens de fim de ano está chegando, mas o petróleo continua aparecendo nas praias do Nordeste; no Chile, outro destino que se popularizou entre os brasileiros por causa dos preços e do aumento do número de voos, seguem as manifestações populares contra o alto custo de vida. Mais de dez pessoas já morreram. Você tem viagem marcada para algum desses destinos? O 6 Minutos preparou um material com dicas para prevenir problemas no Chile e para renegociar sua viagem para o Nordeste neste verão.

Ranking para os negócios: Brasil só piora

Saiu a nova edição do famoso relatório Doing Business, divulgado anualmente pelo Banco Mundial: o Brasil ficou em 124º lugar no ranking com 190 economias para qualificar o ecossistema para quem quer fazer negócios. A colocação, no entanto, não considera a sanção da MP da Liberdade Econômica e a constante redução na taxa de juros — que, em tese, deveria derrubar substancialmente o custo do crédito para quem quer empreender. Para subir no ranking o país precisa investir em agilidade para liberar construções, otimizar taxas, impostos e comércio exterior: enfim, facilitar a vida do pequeno empresário. Veja mais detalhes do relatório nesta matéria.

STF sinaliza mudança na prisão em segunda instância

Na quarta e na quinta, o STF (Supremo Tribunal Federal) retomou o julgamento sobre a prisão após condenação em segunda instância, ou seja, antes que haja o chamado trânsito em julgado. O voto mais acompanhado foi o da ministra Rosa Weber, que se posicionou contra essa medida: ele pode ser decisivo para modificar o entendimento tomado em 2016 pela própria Corte, que permite a prisão. O placar está 4×3 a favor dessa medida, mas três dos quatro ministros que ainda precisam votar já manifestaram que não concordam com ela. Se esse entendimento for revertido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e cerca de 5 mil pessoas, muitos condenados no âmbito da Operação Lava Jato, deixarão a cadeia. O julgamento será retomado no início de novembro.

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