BUENOS AIRES (Reuters) – O governo da Argentina disse nesta quarta-feira que vai apelar da decisão do Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos, que se pronunciou contra um pedido do país sul-americano para que as tarifas impostas ao biodiesel argentino sejam revistas.

O tribunal dos EUA rejeitou https://www.cit.uscourts.gov/sites/cit/files/21-124.pdf na terça-feira uma moção de julgamento do governo da Argentina e da LDC Argentina contestando as altas taxas impostas desde o início de 2018, após uma investigação do governo norte-americano sobre alegações de subsídios estatais e dumping, que na verdade bloqueou o acesso dos exportadores argentinos –um dos maiores produtores da commodity no mundo– ao mercado dos EUA.

“A Argentina lamenta a decisão do tribunal dos EUA”, disse o Ministério das Relações Exteriores do país em um comunicado, acrescentando que tinha uma janela de 60 dias para realizar uma apelação da decisão.

“O governo argentino trabalhará em conjunto com o setor privado de nosso país para reverter essa decisão.”

A Argentina, o maior exportador de óleo de soja do mundo e um grande produtor de milho e trigo, desenvolveu uma forte indústria de biocombustíveis graças à sua alta produção agrícola e ao histórico apoio estatal aos biocombustíveis usados no diesel e na gasolina.

Os Estados Unidos eram um mercado-chave para as exportações argentinas de biodiesel antes que as tarifas fossem aumentadas drasticamente.

“As exportações argentinas de biodiesel, oriundas de um dos complexos de soja mais competitivos do mundo, não recebem nem precisam de nenhum subsídio”, disse o ministério, afirmando que as tarifas dos Estados Unidos estavam “em desacordo” com as regras do comércio global.

(Reportagem de Adam Jourdan)

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