BRASÍLIA (Reuters) – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, afirmou nesta segunda-feira que os resultados de testes de segurança promovidos no sistema eletrônico de votação na última semana não apresentam incidentes graves.

Os testes públicos de segurança apresentaram, no entanto, “achados relevantes”, situações que não comprometem o sistema mas indicam pontos do sistema que precisam ser aperfeiçoados, segundo o ministro.

“São ataques importantes, para os quais precisamos encontrar mecanismos de bloqueio, mas só consideramos grave aquilo que tem potencialidade de alterar o voto do eleitor e nenhum deles alcançou isso”, explicou Barroso.

O Teste Público de Segurança (TPS) do Sistema Eletrônico de Votação foi realizado entre 22 e 27 de novembro, com 26 investigadores que executaram 29 planos de ataque, segundo o TSE.

“Digo que são ‘hackers do bem’. Eles nos ajudam e prestam um serviço fundamental para a Justiça Eleitoral. Utilizamos o Teste em todas as eleições, como mecanismo de aprimoramento das defesas. A cada ano, os ataques se tornam mais sofisticados, porém nossas defesas também são aprimoradas justamente por esses ataques que convocamos”, afirmou o presidente do TSE.

A segurança do sistema eletrônico de votação foi alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro, que pressionava pela aprovação de projeto para permitir o voto impresso. A defesa intransigente da proposta por Bolsonaro, que chegou a desferir ataques pessoais a integrantes da corte eleitoral, incluindo Barroso, escancarou uma crise institucional.

Os ânimos se acalmaram, com a entrada em campo de “bombeiros”. Bolsonaro parou de atacar o sistema de votação eletrônica após a inclusão de um representante das Forças Armadas no processo de auditagem por Barroso.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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