O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, descartou a possibilidade de o banco reduzir o volume de concessão de crédito imobiliário devido às recentes elevações da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Em transmissão pela internet realizada nesta quinta-feira (18), o executivo apresentou dados do balanço da empresa no terceiro trimestre deste ano.

“Temos batido recordes mês após mês. 40% das origens de crédito imobiliário da Caixa não tem esse impacto porque são recursos do FGTS. Quem autoriza a operação é o conselho curador. A Caixa faz o repasse e assume o risco”, disse.

Entre julho e setembro de 2021, os valores alocados neste modalidade de crédito atingiram R$ 38,8 bilhões, crescimento de 16,8% em relação aos R$ 33,2 bilhões do mesmo período do ano passado.

Gastos com auxílio

Os gastos do governo federal executados por meio da Caixa com o auxílio emergencial em 2021 foram de R$ 58,5 bilhões, de acordo com dados da instituição financeira. “Quem paga o auxílio emergencial e agora Auxilio Brasil é a Caixa. Sem dúvida nenhuma a Caixa reduziu sua parte comercial de modo relevante para pagar o auxílio emergencial e outros auxílios. A Caixa teve foco social muito maior do que social.”

Limite de empréstimos

A taxa de inadimplência da Caixa em setembro deste ano era de 2,16%, nível similar ao de dezembro de 2019, antes do início da pandemia do novo coronavírus. Diante deste cenário, Guimarães avalia a possibilidade de estender o limite dos valores de empréstimos do Caixa Tem, modalidade para o crédito contratada por meio do aplicativo, de R$ 1.000 para R$ 3.000. A taxa mensal atualmente é de 3,99%, mas também pode ser revista, segundo o presidente da companhia.

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