O setor da construção civil está vendo a retomada dos lançamentos de imóveis e tem ficado com boas expectativas quanto a seus negócios. Apesar disso, o otimismo ainda está bastante suscetível às notícias da política econômica do governo, que incluem o congelamento de recursos do orçamento federal, limitações de investimento público e dificuldades fiscais. Na balança, o otimismo e o desânimo pesaram de forma praticamente igual e, em setembro, o Índice de Confiança da Construção cedeu 0,5 ponto, ficando estável no trimestre, segundo divulgou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta quarta-feira (dia 25).

Vamos aos números: O Índice de Confiança da Construção caiu para 87,1 pontos em setembro, após três meses de alta, período em que subiu 6,9 pontos. “O resultado não altera o sinal positivo no terceiro trimestre, que foi marcado por uma redução do pessimismo no período. Mas a percepção das empresas está suscetível às notícias de contingenciamento dos recursos do orçamento federal e às dificuldades fiscais que vêm reduzindo a capacidade de investir dos entes públicos”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV-IBRE.

O que pesou negativamente na confiança? O Índice de Expectativas recuou 0,9 ponto, para 97,0 pontos; o indicador que mede o otimismo com a situação dos negócios nos seis meses seguintes caiu 1,2 ponto, para 96,3 pontos; e ainda houve outro recuo, de 0,6 ponto, no indicador de demanda prevista nos três meses seguintes.

O Nível de Utilização da Capacidade do setor variou negativamente em 0,2 ponto percentual, para 69,4%, interrompendo uma sequência de alta dos últimos cinco meses. O uso da capacidade para máquinas e equipamentos aumentou 0,7 ponto percentual, enquanto o da mão de obra sofreu uma queda de 0,4 ponto percentual.

E o que pesou positivamente? O Índice da Situação Atual se manteve estável no patamar de 77,6 pontos. A estabilidade do índice neste mês foi gerada por um aumento de 0,6 ponto na satisfação das empresas em relação à situação atual dos negócios, para 80,2 pontos: trata-se do maior nível desde fevereiro de 2015 (81,4 pontos).

E a inflação do setor da construção? O INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção de Mercado) registrou alta de 0,6% em setembro, percentual superior ao avanço de 0,34% em agosto. Materiais, Equipamentos e Serviços tiveram variação de 0,19%, enquanto o custo da Mão de Obra subiu 0,95%.

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