A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou há pouco que autorizou a retomada dos testes da vacina chinesa Coronavac, patrocinada pelo Instituto Butantan.

A suspensão do estudo, anunciada na noite da última segunda, provocou forte polêmica, com a agência sendo acusada de politização do tema pelo governo do estado de São Paulo.

A reação adversa que provocou a paralisação do estudo, segundo fontes de diversos veículos, foi o suicídio de um dos participantes dos testes, ou seja, não teve a ver com a aplicação da vacina. As autoridades de saúde de São Paulo ainda reclamaram do fato de que a Anvisa não discutiu a necessidade de suspensão antes de anunciá-la à imprensa.

A Anvisa, por seu lado, afirmou que houve falta de transparência do governo estadual e que não dispunha dessas informações quando tomou a decisão.

“A medida, de caráter exclusivamente técnico, levou em consideração os dados que eram de conhecimento da agência até aquele momento e os preceitos científicos e legais que devem nortear as nossas ações, especialmente o princípio da precaução que prevê a prudência, a cautela decisória quando conhecimento científico não é capaz de afastar a possibilidade de dano”, argumentou a Anvisa na nota divulgada nesta quarta (11).

O presidente Jair Bolsonaro, que já se manifestou contra a vacina, havia comemorado a suspensão na manhã de ontem.

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