SÃO PAULO (Reuters) – A reguladora ANP publicou nesta segunda-feira, no Diário Oficial da União, resolução que define especificações para o chamado “diesel verde”, em momento em que o país busca diversificar sua matriz de combustíveis.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o “diesel verde” abrangido na resolução pode ser produzido a partir do hidrotratamento de óleos vegetais, bem como gordura animal e ácidos graxos de biomassa, entre outros.

As definições da reguladora vêm em momento em que a Petrobras tem conversado com autoridades brasileiras sobre a intenção de lançar um combustível feito a partir do coprocessamento de diesel fóssil com óleos vegetais ou gorduras animais.

Procuradas, a ANP e a Petrobras não comentaram imediatamente se a resolução é um passo para o lançamento do produto da empresa estatal.

No ano passado, a Petrobras disse ter concluído com sucesso testes em escala industrial em uma de suas refinarias para a produção do “diesel renovável”, que utilizaria óleo de soja como matéria-prima.

Na ocasião, a Petrobras disse que aguardava regulamentação para comercialização do produto. Segundo a companhia, o diesel verde reduz em cerca de 70% as emissões frente ao combustível fóssil comum.

A petroleira tem defendido que o produto poderia ser utilizado para atender, junto com o biodiesel tradicional, a obrigação de mistura de biocombustível ao diesel vendido nos postos.

As discussões sobre o combustível, no entanto, têm gerado alguma controvérsia, com representantes do setor de biodiesel defendendo o produto da Petrobras não seria renovável.

A medida da ANP estabelece por quais processos o combustível pode ser fabricado, bem como obrigações quanto ao controle de qualidade a serem atendidas para comercialização do produto no Brasil.

(Por Luciano Costa; Edição de Roberto Samora)

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