O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que a cúpula do G7 (grupo de países ricos, formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) que começa neste sábado, trabalhará para mobilizar os sete países que integram o grupo na luta contra o incêndio na Amazônia e para investir no reflorestamento.

O francês ressaltou que a Amazônia é um “bem comum” e insistiu para que a floresta tropical esteja no topo da agenda da reunião.

Qual foi o apelo que o francês fez na TV? “Vamos fazer não só um apelo, mas uma mobilização de todas as potências que estão aqui, em associação com os países da Amazônia, para investir em primeiro lugar para lutar contra esses incêndios em andamento”, disse, além de destacar que a França também é um dos países amazônicos por meio do território da Guiana Francesa.

O presidente Jair Bolsonaro também se manifestou hoje sobre o assunto? Sim. O presidente usou o Twitter pra dizer que “dói na alma ver brasileiros não enxergando a campanha fabricada contra a nossa soberania na região”.

Qual o risco dos incêndios da Amazônia para o acordo Mercosul-União Europeia? Líderes da França e Irlanda ameaçaram nos últimos dias não endossar esse acordo diante da postura de Bolsonaro em relação às queimadas.

Há unanimidade em torno desse tema entre os países do G7? Aparentemente não. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse que está preocupada com os incêndios na Amazônia, mas afirmou que impedir um acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul não ajudará a reduzir a destruição da floresta. “A não-conclusão (do acordo) é, portanto, do nosso ponto de vista, uma resposta não apropriada ao que está acontecendo atualmente no Brasil”, concluiu o governo alemão.

Já há risco para os negócios brasileiros? A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, admitiu preocupação com possíveis embargos ao agronegócio brasileiro em decorrência da crise ambiental. O governo da Finlândia, que acumula a presidência rotativa da União Europeia (UE), pediu ao bloco econômico que avalie a possibilidade de vetar a compra carne bovina brasileira.

(Com Estadão Conteúdo)

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