A indústria brasileira registrou quarto mês seguido de ganhos, mas ainda encontra dificuldades para recuperar o nível anterior à pandemia do coronavírus. O mês de agosto registrou um avanço de 3,2% na produção industrial em relação ao mês anterior, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar desse resultado positivo, o setor ainda está 2,6% abaixo do patamar de fevereiro, período pré-pandemia. Entre março e abril, início da pandemia de Covid-19, a produção industrial caiu ao menor patamar da série e ainda não conseguiu recuperar as perdas de 27% acumuladas nesse período.

Como estão os segmentos da indústria?

Todas as grandes categorias econômicas industriais apresentaram ganhos em agosto, segundo o IBGE. O destaque ficou para o aumento de 18,5% na produção de Bens de Consumo Duráveis, embora o segmento ainda se encontre 3,0% abaixo do patamar de fevereiro.

A fabricação de Bens de Capital cresceu 2,4% e a de Bens Intermediários apresentou ganhos de 2,3%, enquanto os Bens de Consumo Semiduráveis e não Duráveis subiram 0,6%.

No ano, quais setores estão mais aquecidos? Quando observado o nível de atividade de diferentes subsetores industriais, é notável que a indústria de alimentos e de papel e celulose são as que estão trabalhando em ritmo mais intenso em 2020. A fabricação de alimentos, por exemplo, está 20% acima da média registrada pelo IBGE.

A forte demanda das famílias por alimentos durante a quarentena, que levou, inclusive, à alta de preços de itens como arroz, óleo de soja e leite, tem sido o principal motor para as indústrias do setor. Já a celulose está sendo impulsionada pelo aumento das exportações, principalmente para os mercados asiáticos.

(Com Reuters)

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