Após a crise trazida pelo avanço do coronavírus ter fechado mais de 1,5 milhão de postos de trabalho com carteira assinada no Brasil, os meses de julho e agosto apontam para uma melhoria do mercado de trabalho formal.

Entre julho e agosto, 390,5 mil vagas formais foram criadas, número que veio acima do esperado por economistas –apesar disso, no ano o saldo ainda está negativo em 849,3 mil.

Mas onde está se dando essa recuperação? O 6 Minutos levantou, nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), as ocupações que mais contrataram e também as que mais demitiram nos dois primeiros meses do segundo semestre, quando essa retomada começou.

Do lado das contratações, foi a indústria que assumiu a dianteira, com abertura de 92,8 mil postos de trabalho. Como mostram os dados mais detalhados do cadastro de vagas formais, metade dessas admissões (46,2 mil) foram para o cargo de alimentador de linha de produção, o que aponta para uma melhoria no consumo.

Em seguida aparecem os setores da construção (+50,4 mil vagas), comércio (+49,4 mil), serviços (+45,4 mil) e agropecuária (+11,2 mil). Essa recuperação se reflete no número de admissões de serventes de obra, motoristas de caminhão e vendedores de varejo, entre outros.

Abaixo vai o ranking das 10 ocupações que mais geraram emprego com carteira entre julho e agosto:

Por outro lado, os números do Caged mostram que muitas ocupações ainda estão sofrendo, e muito, com a pandemia.

As profissões ligadas a bares e restaurantes (como cozinheiros e atendentes de lanchonete) e mobilidade (motoristas de ônibus, cobradores e comissários de voo) continuam eliminando postos de trabalho.

 

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