O candidato vencedor das eleições primárias à presidência da Argentina, Alberto Fernández, afirmou nesta quinta (22) que “não há possibilidade” de o país deixar de pagar suas dívidas com credores caso ele venha a ser presidente .

O adversário do atual presidente Mauricio Macri também disse ter errado ao trocar farpas com o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro: “O Brasil é mais importante do que qualquer presidente”.

O que aconteceu? Ao participar de um seminário promovido pelo jornal argentino Clarín, Fernández disse ser necessário estabelecer um diálogo com os credores da Argentina, como forma de negociar as parcelas e honrar as dívidas. “Ninguém quer o calote como saída”.

O que ele disse sobre o acordo com a UE? Fernández negou ser contra o histórico acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) em junho, mas disse que o texto possui “uma série de pontos” que precisam ser analisados.

“Irei analisá-los como forma de garantir que nenhum acordo que assinemos com a UE ou qualquer outro mercado acabe afetando nossa produção”, disse Fernández.

Quais são as outras medidas econômicas que Fernández pretende adotar? O candidato que tem a ex-presidente Cristina Kirchner como vice na chapa disse ser necessário reativar o consumo para reaquecer a economia, e que a cotação do dólar deve ser administrada de forma a não prejudicar as exportações argentinas.

Fernández tem criticado o acordo de US$ 57 bilhões feito com o Fundo Monetário Internacional (FMI) no ano passado e as medidas de austeridade que foram impostas na esteira desse acordo. Se eleito, ele planeja “retrabalhar” esse acordo.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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