O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a alta a 2,92% na segunda prévia de outubro, ante alta de 4,57% no mesmo período do mês anterior, conforme o arrefecimento dos preços das commodities aliviou a pressão sobre a inflação no atacado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral, teve alta de 3,75% no segundo decêndio deste mês, deixando para trás a disparada de 6,36% registrada no mesmo período de setembro.

Segundo André Braz, Coordenador dos Índices de Preços, “a desaceleração observada nas taxas de variação de algumas commodities, principalmente minério de ferro (17,01% para -0,34%), contribuiu para o recuo do índice de preços ao produtor.

Entre os componentes do IPA, o destaque foi o grupo Matérias-Primas Brutas, que desacelerou seus ganhos de 11,31% para 4,77% na segunda prévia de outubro, recebendo forte influência de produtos como milho e café em grão, além do minério de ferro.

Enquanto isso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, acelerou a alta a 0,71% no segundo decêndio de outubro, após saltar 0,38% no mês anterior.

O grupo Educação, Leitura e Recreação disparou 3,05%, informou a FGV, deixando para trás o salto de 0,40% apresentado na segunda prévia de setembro. Um avanço de 33,57% nos preços das passagens aéreas foi o principal responsável por essa leitura.

Finalmente, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,50% no segundo decêndio de outubro, uma aceleração em relação à alta de 0,98% do mesmo período do mês anterior.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

A segunda prévia do IGP-M calculou as variações de preços no período entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

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