Os bancos travaram uma verdadeira corrida ao ouro pelo pré-cadastramento de chaves do PIX de seus clientes. Mas o cadastramento que vale mesmo é o que começa nesta segunda-feira (dia 05), prazo que já estava definido no calendário de implantação do Banco Central.

“Qualquer autorização dada pelo cliente em sistemáticas de pré-cadastros que seja anterior a 05/10 não será aceita como o consentimento para o cadastro da chave PIX”, informou o Banco Central.

Isso significa que o cliente terá de cadastrar tudo de novo? A partir desta segunda-feira, o cliente terá de “fornecer consentimento ativo” do cadastro de chaves para a instituição financeira. Em outras palavras, terá que confirmar o cadastramento.

Não serviu de nada o pré-cadastro? Não é exatamente assim. O Itaú Unibanco informou que o pré-cadastro foi uma forma de ‘adiantar a intenção dos clientes de cadastrar suas chaves’. Ou seja, de ter uma noção de quantos usuários pretendem se cadastrar na instituição. “Não possuiu caráter oficial e necessitará de um aceite final do cliente a partir do dia 5/10 para confirmar o registro de chaves no sistema do BC”, diz o banco.

No Inter, 700 mil clientes realizaram o pré-cadastro. “Com o pré-cadastro, vamos promover ações para convidar esse público que manifestou interesse em ter uma chave PIX no Inter.”

Para que servem as chaves? Para facilitar a identificação da conta que vai receber depósitos. Em vez de digitar nome, CPF, banco, número da conta e do banco, o pagador pode informar só a chave do PIX. A chave pode ser o número do CPF ou do telefone ou seu e-mail.

Faz sentido exigir essa confirmação? Para Carlos Netto, CEO da Matera, faz todo sentido fazer o cliente confirmar o cadastro. “Vamos supor que a pessoa fez o pré-cadastro do CPF no banco A e no banco B. Muitas pessoas fizeram o pré-cadastramento em até cinco bancos. Qual desses é que vai valer? A do banco que enviar primeiro ao BC? O cliente é que vai escolher qual banco ficará com seu cadastro”, afirmou ele.

Além disso, segundo Netto, muitos bancos criaram o pré-cadastro sem dar ao cliente a opção de descadastro. “Isso não pode acontecer, o cliente tem que ter a opção de descadastrar a chave dele.”

O que muda então a partir de agora? No pré-cadastro, os dados dos clientes ficavam com a instituição, pois não tinham valor efetivo de cadastramento de chaves. Agora, quando o cliente fizer o cadastramento de chaves, as informações serão enviadas para o Banco Central.

“Se ele cadastrou o CPF no banco A, não poderá cadastrar no banco B. O cadastro da chave CPF já aparecerá como cadastrada em outra instituição”, diz Netto.

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