SÃO PAULO (Reuters) – As empresas de saneamento Aegea e Iguá venceram a disputa pela maior parte dos ativos colocados em leilão nesta sexta-feira, com ofertas de outorgas de mais de 100% sobre os lances mínimos em um total de 22,7 bilhões de reais, ante uma outorga mínima de 10,6 bilhões.

A Aegea venceu os lotes 1 e 4 em disputas acirradas que foram para a fase viva-voz, marcada por incrementos nos lances da ordem de 100 milhões de reais.

Para o lote 1, a Aegea, que tem suporte do fundo soberano de Cingapura (GIC) e da Itaúsa, ofereceu inicialmente 5,97 bilhões de reais ante outorga mínima de 4,036 bilhões. A empresa elevou o lance a até 8,2 bilhões de reais e venceu na fase viva-voz, superando Iguá Saneamento e consórcio Rendentor, integrado pela Equatorial Energia.

A Aegea também venceu a disputa pelo lote 4, com lance de 7,2 bilhões de reais, ágio de quase 188% sobre o valor mínimo. Pelo ativo, o grupo enfrentou no viva-voz o consórcio Redentor.

O lote 2 foi vencido pela Iguá Saneameanto, que conta com suporte do fundo canadense de pensão CPP. A empresa ofereceu cerca de 7,3 bilhões de reais, ante um mínimo de 3,17 bilhões.

Para o lote 3, apenas um grupo havia se credenciado, a Aegea, mas pelas regras do edital, a empresa pode desistir do interesse e o leilão foi encerrado.

(Por Aluísio Alves)

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