(Atualizada às 19h19)

Os ADRs (American Depositary Receipts) da Eletrobras desabaram 8,45% nesta segunda-feira na bolsa de Nova York, cotados a US$ 5,31. A queda aconteceu após a renúncia do CEO da companhia, Wilson Ferreira Junior. No auge das perdas, os recibos chegaram a cair mais de 11%.

De acordo com comunicado divulgado pela Eletrobras, Wilson Ferreira alegou motivos pessoais para renunciar. Ele fica no cargo até o dia 5 de março, para a transição a seu sucessor.

Para Richard Back, chefe de estratégia Macro e Política da XP, a saída de Wilson Ferreira da Eletrobras acende o sinal para dois riscos: engavetamento da privatização da estatal e o loteamento de cargos.

“A saída de Wilson Ferreira, um defensor da privatização da Eletrobras, está diretamente relacionada com os sinais mais recentes de que não haveria empenho do governo para levar o projeto [de privatização] adiante”, afirmou em análise.

O risco de loteamento de cargos está diretamente ligado às eleições para a presidência do Senado e da Câmara.

“Em jogo estão as promessas de cargos em troca de votos em Arthur Lira na disputa pela presidência da Câmara e os mais de 60 pedidos de impeachment apresentados contra o presidente até o momento. Se a privatização da Eletrobras já era pouco provável no governo Bolsonaro — como de forma recorrente pontuamos — agora se tornou um sonho distante”, disse Back na análise.

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