NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE recuaram para o menor nível em dois meses nesta sexta-feira, devido à valorização do dólar e à melhoria nas condições de safra em diversos países, enquanto o café arábica se recuperou da ampla liquidação vista nos mercados de commodities na véspera.

AÇÚCAR

* O açúcar bruto para julho fechou em queda de 0,12 centavo de dólar, ou 0,7%, a 16,43 centavos de dólar por libra-peso, após atingir uma mínima de 16,32 centavos de dólar –menor nível desde 19 de abril.

* O contrato julho recuou 6,1% na semana, pressionado especialmente pelas perdas em uma série de mercados de commodities, incluindo os de grãos e metais, guiadas em parte pela alta do dólar.

* “Qualquer calibração dos fundamentos micro do açúcar terá de esperar até que esse ‘terremoto’ macro e quaisquer outros choques secundários passem”, afirmou Tobin Gorey, analista do Commonwealth Bank da Austrália.

* A melhoria nas perspectivas para as safras da Índia e Tailândia após chuvas favoráveis e o forte ritmo de produção no Brasil durante a segunda quinzena de maio também contribuíram para a queda recente dos preços.

* O contrato agosto do açúcar branco recuou 1,60 dólar, ou 0,4%, para 423,40 dólares a tonelada.

CAFÉ

* O café arábica para setembro subiu 0,35 centavo de dólar, ou 0,2%, para 1,5195 dólar por libra-peso.

* O contrato setembro recuou 4% na semana, com os preços do café caindo em conjunto com várias outras commodities.

* A Peak Trading Research estima que operadores não comerciais venderam 100 mil contratos de futuros agrícolas apenas na quinta-feira.

* A volta das chuvas no Brasil, maior produtor global, também melhorou as perspectivas para a safra do ano que vem, enquanto o fluxo de café a partir da Colômbia passou a ser retomado, após uma paralisação recente relacionada a protestos antigoverno.

* Torrefadoras de café dos Estados Unidos estão enfrentando dificuldades para garantir ofertas da commodity colombiana devido à interrupção na cadeia de suprimento.

* O café robusta para setembro recuou 18 dólares, ou 1,1%, para 1.616 dólares a tonelada.

(Reportagem de Marcelo Teixeira e Nigel Hunt)

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