As ações da Vivo e da Oi operam com queda nesta terça-feira (dia 10) na abertura do pregão na B3. A razão é a notícia de que a Polícia Federal (PF) deflagrou uma nova fase da Operação Lava Jato para investigar supostos repasses financeiros suspeitos de cerca de R$ 170 milhões da Oi/Telemar e da Vivo/Telefônica em favor da Gamecorp/Gol, que tem um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como controlador.

Por volta das 10h45, os papéis da Oi caíam 1,08%, enquanto os da Vivo cediam 1,31%.

O que mais se sabe sobre a nova operação? Chamada de Mapa da Mina, a nova fase tem como foco principal a apuração de crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa, tráfico de influência internacional e lavagem de dinheiro envolvendo contratos e/ou acertos suspeitos, disse a PF.

A nova fase da Lava Jato, a 69ª da operação determinada pela Justiça Federal de Curitiba (PR), cumpre 47 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e no Distrito Federal.

O que pesa contra a Oi? O MPF (Ministério Público Federal) disse em nota que há evidências de que parte de R$ 132 milhões pagos pela Oi/Telemar à Gamecorp/Gol — que tem Fábio Luis Lula da Silva como sócio — foi utilizada para a aquisição do sítio de Atibaia no interesse de Lula.

Ainda de acordo com o MPF e a PF, as apurações indicam que tais pagamentos à Gamecorp/Gol, realizados entre 2004 e 2016, foram realizados sem justificativa econômica plausível, ao mesmo tempo em que o grupo Oi/Telemar foi beneficiado por diversos atos praticados pelo governo federal.

Segundo a investigação, a Oi/Telemar foi beneficiada pelo Decreto nº 6.654/2008, assinado pelo então presidente Lula, que permitiu a operação de aquisição da Brasil Telecom pelo grupo, disseram.

E o que pesa contra a Vivo? A operação também inclui mandados de busca e apreensão para apurar supostas irregularidades no relacionamento entre a Gamecorp/Gol e a Vivo/Telefônica, especificamente no que diz respeito a um projeto que foi denominado como “Nuvem de Livros”, segundo o MPF.

Conforme a apuração, foi apurada movimentação na ordem de R$ 40 milhões entre a MovileInternet Móvel, empresa do grupo Telefônica/Vivo, e a Editora Gol no período de 2014 a 2016.

O que disseram os suspeitos? Procurada, a defesa do ex-presidente Lula não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre a nova investigação. Oi e Vivo também não responderam.

(Com a Investing.com e a Reuters)

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