O brasileiro está menos preocupado com a realização de atividades fora de casa. Isso é o que mostra a nova versão do estudo EY Future Consumer Index 2021, produzido pela consultoria EY, que ouviu consumidores em duas ocasiões: junho de 2020 e fevereiro de 2021.

Possível reflexo do início da vacinação, o estudo mostrou que 50% dos brasileiros ouvidos revelaram neste ano que se sentem confortáveis em 2021 para realizar compras presencialmente, em lojas ou supermercados. Em 2020, apenas 36% tinham essa percepção.

O percentual de brasileiros que afirma se sentir confortável para se deslocar até o local de trabalho passou de 30% em 2020 para 44% para 2021. Entre os que se sentem confortáveis para ir ao shopping passou de 16% para 31% no período.

“A maioria das cidades e municípios no país fechou os espaços de lazer, impedindo o convívio social entre as pessoas. Essa decisão afetou 91% dos entrevistados, que também relatam certo grau de preocupação com a falta de liberdade para aproveitar a vida”, afirma Cristiane Amaral, líder do segmento de varejo e bens de Consumo da EY no Brasil e América do Sul.

No entanto, o nível de confiança dos brasileiros para realizar atividades externas ainda é menor que a média global. A média global dos que se sentem à vontade para ir ao shopping é de 43%.

O índice de preocupação dos brasileiros ainda continua alto com viagens de avião, de navio e transporte público.

 

Mudança no padrão de compra

Apesar dos brasileiros terem aumentado a disposição de sair para as compras presenciais, a frequência deverá ser menor. De acordo com a pesquisa, 69% disseram que pretendem ir menos vezes a esses locais, superando os 62% do ano passado.

“Embora tenha havido um aumento das compras online durante a pandemia, com crescimento médio de 72% no primeiro trimestre de 2021, os dados mostram que as compras nas lojas físicas ainda seguirão fortes, acima de 40% para pequenos e grandes varejistas”, diz Cristiane.

Como critérios para realização das compras, o preço ainda é um fator determinante para 82% dos consumidores brasileiros. O segundo critério avaliado (78%) é se a compra, de alguma forma, fará bem à saúde das pessoas, seguido pela qualidade dos produtos (77%), e pela disponibilidade de entrega (68%). O quesito sustentabilidade aparece de forma relevante, sendo levado em conta por 66% dos brasileiros ouvidos.

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