Os pequenos e microempresários estão sendo obrigados a fechar as portas para sempre diante da dificuldade para pagar as contas durante a crise do coronavírus. As linhas de crédito criadas para esse público, infelizmente, não são suficientes para fazer o dinheiro chegar a quem precisa.

Dos 6,7 milhões de micro e pequenos empresários que buscaram crédito, apenas 1 milhão conseguiram. Ou seja, só 16% tiveram o financiamento liberado. Os dados fazem parte da quarta edição da Pesquisa de Impacto do Covid-19 nos Pequenos Negócios, realizada pela FGV/Sebrae.

“Em tempos de pandemia, a prioridade deveria ser manter as empresas vivas. Se não socorrermos as empresas que precisam de crédito, não vai haver empresa para voltar a produzir e não sairemos dessa crise tão cedo”, afirma o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Por que o empréstimo é negado? Veja abaixo principais motivos citados:

  • CPF com restrições foi a principal razão (19%)
  • Negativação no CADIN/Serasa (11%)
  • Falta de garantias ou avalistas teria sido o principal obstáculo (11%)

Qual outro problema por trás dessas políticas de crédito? O Sebrae diz que o crédito oferecido para o setor é muito caro, inviabilizando a obtenção desse socorro para o fluxo de caixa.

“Nos países desenvolvidos, existem políticas de crédito a juros zero porque os pequenos negócios são essenciais para o funcionamento do sistema econômico. No Brasil, o crédito continua caro e burocrático. Em cada sete pequenos negócios que buscam empréstimo em banco só um consegue”, diz o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Como está o faturamento do setor? Os setores com maior queda de faturamento foram:

  • Turismo (-76%)
  • Economia criativa (-72%)
  • Academias (-71%)
  • Educação (-64%)

As empresas vão sobreviver? De acordo com o estudo, 3% das micro e pequenas empresas não vão voltar a funcionar.

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