Começa amanhã (sexta-feira, dia 13) o pagamento da parcela extra de R$ 500 do FGTS a todos os trabalhadores com contas ativas e inativas no Fundo. Uma pesquisa da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) mostra que, entre os que pretendem resgatar o dinheiro, 38% têm a intenção de quitar todas ou pelo menos parte das dívidas. Isso equivale a aproximadamente 9,7 milhões de brasileiros que devem utilizar o dinheiro extra do FGTS para “limpar o nome”.

É obrigatório sacar esse dinheiro? Não. O pagamento adicional dos R$ 500 por conta é opcional. O trabalhador que não quiser retirar esse dinheiro não precisa. De acordo com a pesquisa, 45% dos trabalhadores que têm direito ao saque pretendem retirar os recursos do FGTS. Outros 43% não têm interesse de fazê-lo neste momento, enquanto 12% ainda não decidiram.

Que dívidas essas pessoas vão pagar? O cartão de crédito figura como o mais citado, com 42%. Depois aparecem as contas atrasadas de telefone (20%), contas de luz (18%), água (16%), empréstimos bancários (16%) e empréstimos com parentes ou amigos (16%).

Qual o valor médio das dívidas dessas pessoas? Em média, 42% dos beneficiários das contas do FGTS possuem dívidas que não superam R$ 1.000.

O que as pessoas que não vão quitar dívidas vão fazer? De acordo com a pesquisa, um terço (33%) dos consumidores deve guardar ou investir os recursos, ao passo que 24% vão direcionar o dinheiro para cobrir despesas básicas do dia a dia; outros 17% devem realizar compras em supermercados. Há ainda 13% que pretendem realizar compras de produtos e serviços, e 10% planejam antecipar o pagamento de compras que não estão em atraso — é o caso de prestações de casa, carro, crediário, cartão de crédito etc.

Como o dinheiro do FGTS foi usado em 2017, quando o governo Michel Temer também liberou uma parte do saque das contas inativas? Na ocasião, 57% dos beneficiários fizeram o resgate: dentro desse universo, 18% usaram o dinheiro para pagar contas do dia a dia, 16% para abater dívidas em atraso e 12% para realizar compras. Já 11% guardaram ou pouparam o dinheiro extra.

Quais os motivos alegados para não sacar o dinheiro do FGTS agora? 60% disseram que preferem deixar o dinheiro guardado no caso de demissão, pois avaliam que essa quantia fará falta no futuro; e outros 30% consideram o limite de R$ 500 muito baixo para o saque valer a pena. Há ainda 19% de entrevistados que preferem deixar o dinheiro à espera da aposentadoria e 6% que querem evitar a burocracia e as supostas longas filas nas agências bancárias para realizar a retirada.

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