Levantamento realizado pelo estudo Escolas Exponenciais revelou que 21% das famílias pretendem trocar os filhos de escola em 2022. Desse total, 10% alegam motivos financeiros.

Ainda segundo a pesquisa, 41% dos pais que cogitam este movimento pretendem buscar escolas mais baratas e 40% planejam negociar os valores das mensalidades.

Segundo o estudo, 56% das escolas perderam alunos por dificuldades financeiras dos pais e 10% devido às limitações pedagógicas impostas pela pandemia do novo coronavírus. No somatório geral, 61% das escolas ampliaram ou mantiveram o número de estudantes e 39% perderam matrículas entre 2020 e 2021.

Apesar deste cenário, houve redução do percentual médio de famílias inadimplentes nas escolas de 22%, em 2020, para 10%, em 2021.

A crise não está circunscrita às famílias. De acordo com a pesquisa, 22% das escolas encontram dificuldades para manter salários em dia e 40% consideram a inadimplência um problema significativo.

O principal motivo apontado pelos pais das crianças que cursam o ensino básico e os anos iniciais do fundamental é a distância entre a casa e a escola onde os filhos estão matriculados. Este fator é apontado por 18% dos participantes deste grupo. Atividades pedagógicas pouco divulgadas e pouca abertura para relacionamento com quem lida diretamente com os alunos respondem por 16% e 15% dos votos, respectivamente.

Entre as famílias dos estudantes dos anos finais do ensino fundamental e do médio, a busca por melhor desempenho no vestibular corresponde a 20% das decisões de troca de escola. Localização distante e tratamento impessoal ou falta de atenção com o aluno são apontados por 13% e 11% dos entrevistados, respectivamente.

Segundo o estudo, 61% das escolas ampliou ou manteve o número de alunos e 39% perdeu matrículas entre 2020 e 2021.

Em 2022, a postura das escolas em relação à divisão entre os estudos híbrido e presencial pode pautar a decisão das famílias com relação à permanência ou não dos alunos. De acordo com a pesquisa, 94% dos pais desejam mandar os filhos para a escola e 6% pretendem mantê-los em casa.

Caso a possibilidade do estudo híbrido seja mantida no ano que vem, 56% dos diretores a considerariam uma oportunidade e 47%, um desafio.

 

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