O turismo de vida selvagem da África, que gera cerca de US $ 29 bilhões por ano e emprega 3,6 milhões de pessoas, está ameaçado por causa da pandemia de coronavírus, que suspendeu as viagens de lazer para caça e safáris. Segundo relatório publicado na revista científica Nature Ecology Evolution, os países mais afetados são aqueles que abrigam os “Big 5”, nome dado aos cinco grande mamíferos do continente — elefantes, leões, búfalos, leopardos e rinocerontes — , como Quênia, Zimbábue e África do Sul. Outros como Uganda, onde os gorilas são o chamariz, também sofrerão, mostra o estudo.

“O turismo ajuda os governos a justificar a proteção do habitat da vida selvagem”, afirma o artigo. “Ele cria receita para as autoridades estaduais de vida selvagem, gera ganhos em divisas, diversifica e fortalece as economias locais”.

Cerca de 50%, ou US $ 30 milhões, do orçamento anual do serviço de vida selvagem do Quênia vem do turismo, enquanto no Zimbábue e na África do Sul é de 80%. Metade do orçamento da Autoridade de Vida Selvagem de Uganda vem do turismo para ver os gorilas das montanhas.

“A crise exige um esforço internacional conjunto para proteger e apoiar a vida selvagem e as terras selvagens da África e as pessoas que dependem delas”, afirmou o relatório.

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu WhatsApp? É só entrar no grupo pelo link: https://6minutos.uol.com.br/whatsapp.