A pandemia da covid-19 não tirou a vontade do brasileiro de colocar o pé na estrada. Depois de suspender as viagens por vários meses, as famílias voltaram a planejar o próximo destino das férias.

Segundo pesquisa da plataforma de busca de viagens Kayak, 55% das pessoas pensam em ir para outra cidade nos próximos seis meses, sendo que a concentração destas viagens ocorre no fim e início do ano.

Para se ter uma ideia, na pesquisa realizada em maio, portanto no auge da pandemia, o percentual do que tinham intenção de viajar em seis meses era de 47%. Os destinos, porém, mudaram.

“Com a chegada das festas de fim de ano e a temporada de verão, as pessoas estão voltando a se programar e os destinos no litoral são os favoritos na preferência do brasileiro”, destaca comenta Gustavo Vedovato, diretor de operações do Kayak no Brasil.

De acordo com o levantamento, as rotas internacionais deram lugar às cidades brasileiras, principalmente no Nordeste. “Na lista dos 10 destinos mais procurados para o fim do ano sempre tinham algumas opções no exterior. Neste ano, porém os top 10 são municípios brasileiros e sete deles no Nordeste.”

No topo da lista está o Recife, seguido pelo Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador, Maceió, Natal, Florianópolis, João Pessoa, Porto Alegre e Porto Seguro.

No ano passado os destinos mais procurados foram: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza, Salvador, Miami, Maceió, Lisboa, Orlando e Porto Alegre.

Outro dado interessante é que algumas cidades, como Recife, Fortaleza e Maceió, estão 30% mais baratas do que há um ano.

“Os destinos domésticos devem seguir como os mais procurados nos próximos meses”, avalia o executivo ao comentar as restrições de alguns países e o fato de que muitos viajantes não querem ficar muitas horas em voos contribuem para alavancar o mercado interno.

Pesquisa realizada pela plataforma mostra ainda que em fevereiro deste ano, o volume de buscas tinha aumentado 31% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em maio, no entanto, foi observada uma queda de 80% no volume. Aos poucos o setor foi diminuindo as perdas. Em outubro, contabilizou uma redução de 28% em relação a outubro de 2019. Agora, em dezembro, está 22% de 2019, considerando os destinos domésticos, e diminuição de 63% nas viagens internacionais. “Vai levar muitos anos para a recuperação do setor”, avalia.

O transporte preferido dos brasileiros para as viagens de férias são avião, carro alugado e próprio. Hospedagem em rede de hotéis lideram a preferência, seguida por aluguel de casas. “Aqui o que pode explicar este comportamento é o cuidado com os protocolos de segurança e limpeza adotados pelas grandes redes e a possibilidade de a própria pessoa cuidar da higienização dos ambientes no caso de casas”, diz.

Os períodos também estão mais longos. Antes as viagens curtas, um ou dois dias, lideravam as buscas. Agora períodos mais longos, pelo menos cinco dias, são os mais procurados. “Isso mostra que são principalmente viagens de lazer e que as de trabalho ainda não retornaram”, comenta.

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