Você sabe que já estamos, oficialmente, na temporada brasileira de cruzeiros? Até abril do ano que vem, sete transatlânticos irão realizar viagens a partir de cidades como Santos (SP) e Rio de Janeiro (RJ) para diversos destinos do litoral do país e rumo a portos de Argentina e Uruguai.

Nas jornadas, os turistas poderão curtir paisagens paradisíacas e aproveitar a enorme estrutura que as embarcações oferecem: a bordo dos navios, há piscinas, bares, discoteca, cassinos, restaurantes e muito mais.

Fazer um cruzeiro, entretanto, requer planejamento e precauções, especialmente se você nunca viveu este tipo de experiência.

Para ajudar o marinheiro de primeira viagem a ter uma viagem de êxito, o 6 Minutos entrevistou Cintia Carlotti, gerente de marketing da Costa Cruzeiros (uma das companhias que navegará pelo Brasil nos próximos meses), que deu dicas para que sua estreia em alto-mar seja um sucesso.

Como montar a bagagem

Saber fazer uma boa mala é um bom começo para aproveitar sua viagem
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Segundo Carlotti, “na hora de elaborar a mala, é fundamental que o hóspede considere o número de noites do cruzeiro reservado e as temperaturas previstas para os dias de viagem. Para a temporada de verão no Brasil, é necessário levar roupas de banho e peças leves para o dia a dia, adequadas para o calor”.

Carlotti também avisa que, a bordo dos cruzeiros, costumam ser realizadas festas temáticas, como noite do branco e noite de gala. “Nesses momentos, todos os hóspedes são convidados a aderir aos temas dos eventos”, explica ela. “Nas noites de gala dos navios da Costa, por exemplo, recomenda-se o uso de paletó e gravata”. As mulheres, por sua vez, usam vestidos nestas ocasiões.

Vale dizer que há limite de bagagens para embarcar nos transatlânticos: na Costa, cada hóspede pode levar até 90 kg divididos em até três malas.

Produtos proibidos a bordo

Os passageiros não podem embarcar com uma série de produtos em navios de cruzeiro.

“Não podem entrar nos navios objetos que emitam calor ou produzam chamas. Isso inclui ferros de passar, fogões elétricos, velas, incensos e qualquer outro item que possa gerar incêndios”, alerta Carlotti.

“Também não é permitido embarcar com alimentos e bebidas adquiridos fora da embarcação ou nos portos de escala, além de qualquer arma de fogo, incluindo réplicas e imitações, bem como suas peças, componentes e munição. São medidas que visam garantir a segurança do hóspede durante as férias. Recomendamos que o passageiro verifique a lista completa dos itens proibidos no site da companhia que oferece seu cruzeiro”.

Remédios e atendimento médico

Na hora de viajar, fique de olho na exigências para embarcar com medicamentos controlados
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“O hóspede pode entrar no navio com remédios de uso frequente e controlado, além de medicamentos que não necessitam de prescrição”, diz a gerente da Costa. “Em caso de emergência, há médicos a bordo das embarcações, mas os atendimentos são cobrados”.

Carotti diz que, nos navios da Costa, “há médicos e enfermeiros disponíveis 24 horas por dia e sete dias por semana. Eles têm capacidade para atendimentos tanto de emergência como para casos como enjoos, dores de estômago e necessidade de curativos. Os custos do atendimento são pagos à parte. Por isso, é importante viajar com um seguro saúde. Em casos mais graves, os navios desembarcam o passageiro no porto de parada mais próximo para que ele receba o atendimento adequado”.

Documentos necessários

De acordo com Carlotti, o viajante brasileiro não precisa de passaporte para embarcar em cruzeiros nacionais. “Nestes casos, são aceitos o RG expedido há menos de 10 anos ou outro documento de identificação válido em território nacional como CNH, OAB, CREA e CRM”.

Porém, ela ressalta que, se o cruzeiro for para Argentina ou Uruguai, o passageiro precisa ter o RG em mãos (o passaporte também pode ser usado neste tipo de viagem internacional).

Dinheiro a bordo

E como funcionam os gastos a bordo de um cruzeiro? “Para cruzeiros na América do Sul, o consumo a bordo é cobrado em dólar americano, exceto nas viagens de travessia rumo à Europa, cujos valores são em euros”, explica Carlotti. “No caso da Costa, as despesas pessoais realizadas no navio são cobradas por meio de um cartão, que o passageiro recebe no momento do embarque e que deve ser pago no final do cruzeiro”.

A bordo, o passageiro usa este cartão para adquirir produtos e serviços, o que o desobriga de andar com dinheiro vivo no bolso.

E há mais um detalhe: “nos navios sul-americanos da Costa, nas primeiras 48 horas após o embarque, o hóspede precisa registrar um cartão de crédito por cabine ou realizar um depósito inicial de um valor mínimo de 150 dólares por pessoa”.

É uma espécie de garantia para o que será consumido no cartão e que deve ser pago ao final da viagem.

Cruzeiros indicados para novatos

Existe um tipo de cruzeiro mais indicado para um passageiro de primeira viagem?

Muitos profissionais do mercado de cruzeiros sugerem que o turista escolha, para sua estreia em alto-mar, viagens marítimas com durações mais curtas, de três ou quatro noites.

Nestas jornadas mais rápidas, o viajante pode se certificar de que consegue se adaptar ao ambiente dos navios (que carregam milhares de pessoas), à rotina a bordo e ao balanço do mar.

Se tudo correr bem, é só se programar para realizar cruzeiros mais longos: na temporada brasileira, há viagens que duram mais de uma semana.

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