Em meio à segunda onda de covid-19 no Brasil, as companhias aéreas estão barateando as passagens para viagens em 2022, apostando na atratividade de preços e na aposta de parte dos passageiros de que, até lá, a pandemia terá se reduzido drasticamente.

Uma pesquisa feita pelo site de comparação de tarifas aéreas Kayak a pedido do 6 Minutos mostra que essa queda chega a superar os 60% na comparação com preços praticados no final do ano passado. “Estamos tendo um ano com diversas promoções, tanto em passagens aéreas como em hospedagem”, afirma Gustavo Vedovato, responsável pela operação da plataforma no Brasil.

Veja abaixo as maiores quedas nos trechos mais buscados com partida do Brasil no primeiro semestre do ano que vem (a comparação considera os preços de outubro de 2020 e os praticados neste mês):

  • Honolulu (-61%)
  • Cidade do México (-57%)
  • São Francisco (-56,3%)
  • Los Angeles (-41,1%)
  • Doha (-41%)
  • Bangkok (-34,9%)
  • Nova York (-34,6%)
  • Costa Rica (-33,3%)
  • Tel Aviv (-30,9%)
  • Buenos Aires (-29,6%)
  • Orlando (-29,3%)

Além da crise em si, que vem esvaziando aviões e forçando as empresas do setor a fazer promoções para gerar caixa neste momento, o fato de que diversos países aplicaram medidas restritivas para entrada de passageiros brasileiros também influencia nessa queda de preços.

Muita gente, entretanto, vem apostando que até o ano que vem, com o avanço da imunização no mundo todo, essas restrições cairão. “Muitas companhias aéreas estão trabalhando com períodos cada vez maiores de marcação e remarcação de passagens, então existem sim oportunidades para 2022. Mas é bom lembrar que, até mesmo pela lei da oferta e da demanda e pela constante evolução da pandemia, o ideal é ficar de olho na flutuação dos preços”, aconselha Vedovato.

O que você precisa saber antes de comprar

Apesar de condições interessantes de preço, há alguns pontos que o passageiro deve levar em consideração antes de comprar sua passagem de longo prazo. Uma delas é que o curso da pandemia tem se revelado imprevisível até agora, entre outros fatores, por causa do surgimento de novas variantes do coronavírus –ainda se estuda até que ponto elas escapam ou não das vacinas, e se novas linhagens mais perigosas poderão surgir.

Outro ponto importante de saber é que os passageiros correm o risco de não conseguir reembolso em caso de cancelamento de voos. O Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) alerta que essas regras mudaram bastante, e que as companhias têm direito de levar até um ano e meio para reembolsar os clientes. No ano passado, foi aprovada a lei 14.034, que passou a ter mais força que o Código de Defesa do Consumidor como uma forma de preservar a saúde financeira das aéreas em meio à crise.

Na primeira lei, de agosto, a regra era que o reembolso poderia demorar até 12 meses. Mas uma medida provisória, em vigor atualmente, elevou ainda mais esse prazo: agora são 18 meses de prazo máximo.

Além disso, a legislação atual prevê que as companhias têm o direito de priorizar outras opções que não a devolução do dinheiro na hora de compensar o passageiro por um voo cancelado. Essas opções são um crédito, que pode ser usado em um voo futuro, ou outro trecho aéreo alternativo, no limite do valor comprado.

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