Estudantes e pesquisadores brasileiros já estão se preparando para viajar aos Estados Unidos no segundo semestre. O país anunciou na semana passada que as fronteiras estão abertas para intercambistas do Brasil, China, Irã e outros 28 países. No entanto, o cenário ainda é incerto, já que as embaixadas dos EUA seguem sem atender a solicitações de visto para estudantes.

Como está a procura por intercâmbio? O braço brasileiro da Fragomen, empresa nova-iorquina de consultoria para imigração, viu o número de clientes que buscam por visto de estudante crescer muito em 2021. Só no primeiro trimestre, houve 30% mais pedidos do que durante o ano todo de 2020.

Quem deseja viajar agora? Segundo Diana Quintas, sócia da Fragomen Brasil, a maior procura vem dos recém-admitidos em universidades norte-americanas. “São estudantes que estão terminando o ensino médio no Brasil e foram aprovados em universidades estrangeiras.”

Além deles, tem também os profissionais que planejam fazer um curso de inglês ou uma pós-graduação. “Muitos pretendem levar a família para a temporada de estudos”, afirma Diana. Segundo ela, se antes a motivação era experimentar a vida em um local menos violento, agora a busca tem sido por segurança sanitária.

Quais estudantes podem entrar nos EUA? De acordo com o comunicado do último dia 27, está permitida a entrada de estudantes ou pesquisadores que possuam vistos das categorias F-1 — para escolas e universidades — e M-1 — para instituições profissionais ou não acadêmicas. O visto do tipo J-1, para estudantes temporários e Au Pairs, não foi contemplado pela decisão.

A mudança também vale apenas para aqueles cujo programa acadêmico começa a partir de 1º de agosto. O aluno pode chegar até 30 dias antes do início das aulas.

Sem visto, não tem como entrar nos Estados Unidos por enquanto. A recomendação é aguardar até a retomada dos serviços imigratórios e, então, verificar a possibilidade de emissão do documento.

Quando as embaixadas devem voltar a atender? A previsão de retomada é para a segunda quinzena de maio, mas ela depende da situação da pandemia em cada cidade. Por isso, é preciso ficar atento às notícias sobre os consulados ao redor de todo o país. Nada impede que o estudante consiga realizar o agendamento em uma cidade diferente daquela onde reside.

O que já pode ser feito? A dica é se programar o mais rápido possível, levantando todos os processos necessários.

Os requisitos básicos, além do visto, são:

  • formulário I-20 disponibilizado pela instituição de ensino norte-americana;
  • Exceção de Interesse Nacional (NIE) aprovada.
  • teste de covid-19 emitido até 72 horas antes do embarque, caso não tenha contraído a doença recentemente;
  • carta médica permitindo a viagem e teste viral positivo, caso tenha contraído a doença nos últimos 90 dias.

A especialista chama a atenção também para as discussões sobre os “passaportes da vacina”. Países da União Europeia, por exemplo, já declararam que irão receber apenas quem tiver recebido os imunizantes da AstraZeneca, Pfizer, Moderna e Jansen.

Diante da possibilidade de adoção de medidas similares nos EUA, a especialista alerta que é preciso organizar as viagens o quanto antes: “Se deixar para depois, podem acabar tendo a surpresa de saber que a vacina que tomou não é válida para a entrada no país”.

E quem ainda não tem passaporte? Ao contrário do visto, a emissão de passaportes está ocorrendo normalmente, de acordo com as instruções do site: https://www.gov.br/pt-br/servicos/obter-passaporte-comum-para-brasileiro. O tempo de espera costuma ser de até dez dias, mas é recomendado verificar as condições de funcionamento de cada unidade antes de iniciar a solicitação.

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