A demanda por revestimentos para assentos de aviões que protejam contra vírus e bactérias disparou durante a pandemia de Covid-19, já que companhias aéreas buscam reduzir o tempo e custo da limpeza das cabines.

“As apostas são altas para as companhias aéreas”, disse Quentin Munier, chefe de estratégia e inovação da divisão de assentos da gigante de peças de aeronaves Safran. As cotações para novos pedidos exigem cada vez mais tecidos com propriedades antivírus, disse.

O setor de aviação civil está entre os mais atingidos pela Covid-19, e a maioria das operadoras adotou protocolos de saúde rigorosos sobre o uso de máscaras e limpeza das cabines para frear a transmissão, tranquilizar passageiros e reativar as viagens. A Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA, na sigla em inglês) publicou um documento de 32 páginas sobre como limpar o interior das aeronaves.

“As companhias aéreas estão limpando agora, mas é isso que querem reduzir”, disse Munier. Uma operadora que realizava oito rotações diárias em uma determinada rota antes da pandemia agora pode fazer apenas seis por causa dos demorados procedimentos de desinfecção, explicou.

A Safran, com sede em Paris, realiza testes com hospitais sobre a eficácia de tecidos nos quais os chamados biocidas são integrados durante a fabricação, disse. Outra possibilidade é o uso de sprays que podem ser aplicados em assentos existentes e duram entre seis meses e um ano.

Isso poderia aliviar alguns dos procedimentos entre voos e adicionar uma nova dimensão ao mercado de passageiros de aviões a jato, que movimenta aproximadamente US$ 4,2 bilhões.

A IATA recomenda o uso de um aspirador para remover as partículas soltas dos revestimentos de tecido dos assentos e limpar e secar os revestidos de material semelhante ao couro. Aconselha também a retirada de manchas visíveis ou então a troca do tecido, e que os cintos e fivelas também sejam limpos e desinfetados.

 

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