Não é apenas o turismo de lazer que deu sinais de retomada. As viagens corporativas, que foram suspensas durante a pandemia, voltaram a acontecer. A Dynamic Travel, especializada nesse segmento, afirma que esse retorno deve se intensificar com a volta dos eventos.

Em São Paulo, o governador João Doria liberou a realização de eventos a partir do dia 17, como feiras corporativas, convenções, congressos, exposições em museus e eventos sociais, como casamentos, jantares, festas de debutantes e formaturas.

Rafael Malfara, diretor de relacionamento com o cliente da Dynamic Travel, disse que as viagens de negócios já estavam acontecendo, mas com um perfil diferente.

“Vimos uma movimentação no fim do primeiro semestre e esperamos por uma retomada a partir do segundo semestre”, diz Rafael Malfara. “As primeiras viagens retomadas são as que envolvem equipes comerciais, que precisam ir para outros destinos para vender a atender os clientes de outras regiões.”

Antes da pandemia, segundo ele, o grosso das viagens corporativas estava concentrado em grandes eventos, como convenções e exposições. Com a pandemia, esses eventos passaram a acontecer de forma online. “A previsão é de que eles comecem a voltar ainda neste ano, mas de forma híbrida. Aos poucos, eles devem ficar cada vez mais presenciais”, afirma Malfara.

Outra mudança, segundo ele, é que as viagens corporativas de hoje acontecem de forma mais individualizada. “Antes, as empresas premiavam os 50 melhores vendedores, por exemplo, e mandava todos eles para uma convenção em um resort. Agora, os prêmios são individualizados, o colaborador ganha uma viagem de lazer para curtir com a família.”

Os números são uma indicação de que o setor está se aquecendo. No começo da pandemia, as vendas da Dynamic Travel chegaram a cair 95%. Hoje, a empresa já recuperou o patamar de faturamento pré-pandemia e planeja fechar o ano com crescimento de 20% em relação a 2019.

Para chegar nesse número, a empresa abriu novas frentes de negócio e buscou novos clientes. “As empresas que retomaram as viagens comerciais não voltaram com tudo. Agora, viajam muito menos funcionários do que antes. Por isso, para crescer, foi preciso ampliar a carteira”, afirma o diretor da Dynamic Travel.

Segundo ele, o segmento deve ser impulsionado pela volta dos grandes eventos. Em São Paulo, o governo havia anunciado eventos-teste. Estão previstas a realização de feiras de economia criativa, shows, da feira SP Arte, da Campus Party e do Grande Prêmio de Automobilismo de São Paulo.

“A abertura de eventos presenciais potencializa ainda mais consumo de viagens. Por enquanto, elas se concentram mais nos destinos nacionais. Mas a partir de 2022 deveremos ter algo de internacional”, afirma Malfara.

A CVC por exemplo, já está vendendo pacotes de viagem para a F-1 de 2021. Os pacotes incluem traslado, hospedagem e ingressos, com opções de 3 ou 4 dias na cidade.

“Estamos distribuindo o produto em todo o Brasil e também com as nossas marcas na Argentina. O objetivo é trazer público de todos os cantos do país, que podem partir de suas cidades em viagens de avião, ônibus ou carro”, afirma Sylvio Ferraz, diretor executivo de Sourcing da CVC Corp.

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