Um número crescente de pequenas empresas dos EUA planeja demitir trabalhadores após o uso de um empréstimo federal, já que muitos estados estão desacelerando ou alterando os planos de reabertura em meio ao aumento nos casos de coronavírus, mostrou uma nova pesquisa.

Cerca de 22% das empresas que aderiram ao Programa de proteção ao salário já demitiram trabalhadores ou esperam demitir um ou mais trabalhadores após o término do empréstimo, contra 14% no mês passado, de acordo com a pesquisa com membros da Federação Nacional de Empresas Independentes (NFIB). Este é um importante programa federal de estímulo, que foi criado para manter os trabalhadores em folha de pagamento durante a pandemia.

“À medida que os proprietários terminam de usar o empréstimo, estão descobrindo que as condições econômicas são incapazes de suportar os níveis atuais de pessoal”, apontou a NFIB na pesquisa.

A maioria das empresas pesquisadas que solicitou empréstimo conseguiu recebê-lo, com 56% relatando que já gastaram toda ajuda e os 44% restantes relatando que provavelmente não estão muito atrás, disse a NFIB.

O programa de US$ 2,2 trilhões, peça central do pacote de alívio dos efeitos do vírus, aprovou 4,9 milhões de empréstimos, totalizando US$ 521,1 bilhões na quinta-feira, de acordo com a Administração de Pequenas Empresas, que está executando o programa com o Departamento do Tesouro. As agências atribuem ao programa a manutenção de mais de 51 milhões de empregos nos EUA durante a pandemia.

Os resultados da pesquisa para pequenas empresas acrescentam evidências de que as perspectivas para o mercado de trabalho podem piorar nas próximas semanas, à medida que o auxílio ao estímulo expira e os casos de coronavírus aumentam em estados como Flórida, Texas e Arizona. Grandes empresas também anunciaram planos para reduzir a força de trabalho, com Wells Fargo e United Airlines se preparando para cortar milhares de empregos.

As condições econômicas melhoraram para muitos proprietários de pequenas empresas durante o mês passado, quando receberam ajuda financeira, mas as empresas mais afetadas pela pandemia precisarão de mais ajuda, destacou a NFIB.

Os proprietários de pequenas empresas enfrentam desafios para reabrir e operar seus negócios à medida que a pandemia continua, com 59% dizendo que é muito ou moderadamente difícil estocar desinfetantes para as mãos e 40% tendo problemas para obter protetores faciais suficientes, de acordo com a pesquisa.

A pesquisa da NFIB foi realizada por e-mail, de 6 a 7 de julho, com uma amostra aleatória do banco de dados de membros do grupo, com cerca de 300.000 proprietários de pequenas empresas e 615 respostas úteis.

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