Proprietários de edifícios de escritórios mais antigos em Manhattan têm um problema que custa caro. Com uma área recorde disponível em Nova York, incluindo torres novas e reluzentes que agradam empresas financeiras e de tecnologia, proprietários de arranha-céus antigos estão em uma situação difícil, obrigados a investir em reformas caras para se manterem competitivos em um mercado moribundo.

É o caso do edifício 60 Wall St. que, por quase três décadas, abrigou milhares de banqueiros. Com a mudança do Deutsche Bank para seu novo escritório no Columbus Circle, o arranha-céu de 47 andares logo estará vazio. E, com seus dias como sede de um único inquilino provavelmente perto do fim, o proprietário iniciou uma reforma que custará pelo menos US$ 250 milhões na tentativa de atrair várias empresas quando o espaço finalmente estiver disponível no mercado.

“É um momento horrível para chegar ao mercado com esses enormes blocos de espaço”, disse Ruth Colp-Haber, CEO da Wharton Property Advisors. “Vão ter que investir muito para renovar prédios, espaços de amenidades e, depois, construir espaços individuais para inquilinos. Vai demorar anos antes que recuperem o dinheiro.

A reforma de edifícios faz parte de um ciclo normal para proprietários de imóveis, que regularmente precisam reinvestir capital em ativos antigos apenas para mantê-los. Mas os investimentos representam um risco extra em meio ao futuro incerto dos escritórios, à medida que empresas adotam horários de trabalho híbridos. Atualmente, mais de 1,34 milhão de metros quadrados de escritórios em Manhattan passam por reformas ou remodelações, com o custo total dos projetos estimado em pelo menos US$ 5 bilhões, de acordo com o CBRE Group.

Isso inclui a reforma da torre One Madison, conduzida pela SL Green Realty, que costumava contar com o Credit Suisse como principal inquilino. No 111 Wall St., os proprietários Nightingale Properties e Wafra Capital Partners fecharam recentemente um empréstimo de mais de US$ 500 milhões para remodelar o prédio de 25 andares usado pelo Citigroup.

A questão é quem vai querer todo esse espaço. O mercado de escritórios de Nova York foi abalado pela pandemia. Os possíveis inquilinos estão exigindo concessões e muitas vezes buscam novas torres, como o arranha-céu One Vanderbilt orçado em US$ 3,3 bilhões da SL Green, próximo ao Terminal Grand Central. O Hudson Yards, do outro lado da cidade, também é popular entre inquilinos dos setores de finanças e tecnologia.

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