O governo do Estado de São Paulo anunciou nesta quarta-feira que reduzirá o intervalo entre a aplicação da primeira e da segunda doses da vacina da Pfizer contra Covid-19, que atualmente é de 90 dias, assim que receber mais doses do imunizante do Ministério da Saúde.

O governador Joao Doria disse que o Estado de São Paulo vai seguir a recomendação da redução do intervalo da vacina da Pfizer. A bula das vacinas da Pfizer indica a aplicação da segunda dose 21 dias depois da primeira. Segundo ele, o intervalo deve ficar próximo de 30 dias.

“Os nossos técnicos, os nossos médicos, enfermeiros e profissionais da Secretaria de Saúde entendem que é possível reduzir o intervalo entre a primeira e a segunda doses da vacina da Pfizer”, disse Doria. “Aliás, como estabelece o próprio fabricante, o próprio laboratório da Pfizer, que atesta a eficácia e a segurança da vacina num prazo bem inferior aos 90 dias que tem sido praticado no Brasil. Na América, isso acontece num prazo de 30 dias, e é exatamente neste caminho que estamos caminhando.”

No sábado, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que o governo pretende reduzir o intervalo de aplicação entre as doses da vacina da Pfizer a partir de setembro, quando toda população com mais de 18 anos deverá ter recebido ao menos uma dose de uma vacina contra o coronavírus.

O ministro pediu mais cedo nesta quarta que os Estados sigam a orientação prevista no Programa Nacional de Imunização, sem reduzir intervalo entre doses ou adiantar a aplicação de uma terceira dose, por exemplo, para que seja possível cumprir a meta de vacinação para todo país.

O governo brasileiro decidiu estender o prazo para três meses inicialmente por temor sobre o cronograma de chegada dos imunizantes ao país.

Em São Paulo, 93,39% das pessoas com mais de 18 anos receberam ao menos uma dose de uma vacina contra a Covid-19, segundo dados da Secretaria de Saúde paulista, e o Estado iniciou nesta quarta-feira a vacinação de adolescentes de entre 12 e 17 anos.

Terceira dose

Ao mesmo tempo, o Ministério da Saúde disse que a aplicação da terceira dose começará por idosos e profissionais da saúde.

“A gente vai começar por grupos prioritários. De novo, profissionais de saúde, os mais idosos”, disse o  ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta quarta-feira.

Mas ele não informou quando a dose de reforço começará  ser aplicada na população brasileira. “Estamos planejando para que, no momento que tivermos todos os dados científicos e tivermos o número de doses suficiente disponível, já orientar um reforço da vacina. Isso vale para todos os imunizantes.”

 

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).