O medo de uma segunda onda de coronavírus fez o Comando Nacional dos Bancários se reunir com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancários) para discutir medidas adicionais de segurança. Uma das reivindicações foi o adiamento do retorno ao trabalho presencial dos funcionários que estão em home office.

Qual o contexto dessa reivindicação? Além do aumento do número de casos de contaminação, o Comando dos Bancários diz ter recebido denúncias de funcionários que estavam em teletrabalho e foram convocados a voltar ao presencial. Entre as instituições que teriam feito essa convocação está a Caixa Econômica Federal.

Um funcionário que não quis se identificar disse que a sede do banco se transformou em ‘uma fábrica de covid-19’, com muitos casos de contaminação. Todos os funcionários infectados que tiveram contato com os infectados são testados.

Que mais os bancários querem? O Comando dos Bancários também pede campanhas mais intensas para reforçar os cuidados básicos para evitar a doença, como o uso de máscaras nos locais de trabalho.

“Alguns bancos já acenavam com o retorno de quem estivesse trabalhando em casa para o presencial a partir de janeiro. Também percebemos um afrouxamento nos protocolos”, disse a presidente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro), Juvandia Moreira.

O que precisa melhorar? Segundo ela, há falhas nas regras de segurança para quem está em trabalho presencial. “Tivemos casos de afastamento só para que quem estava a um metro de quem foi contaminado. Os outros permaneceram trabalhando”.

O que os bancos disseram? Procurada, a Fenaban disse que ‘tão logo a pandemia foi decretada, cerca de 230 mil bancários, o que representa mais da metade do total de trabalhadores do setor, entraram no sistema de home office.

“Importante destacar que bancos e entidades sindicais seguem realizando reuniões constantes para acompanhar a evolução da pandemia e definir as medidas mais adequadas para fazer frente aos desafios trazidos por cada momento do cenário epidemiológico.”

A Caixa não se manifestou.

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