A Prefeitura de São Paulo adiou a decisão sobre autorizar a volta às aulas em 3 de novembro para a rede pública e privada na cidade porque pretende aguardar o resultado do censo sorológico, de testes de covid que estão sendo feitos com professores e alunos da rede municipal. O prefeito Bruno Covas (PSDB) havia dito anteriormente que confirmaria o retorno das aulas após o resultado do inquérito sorológico das crianças que é divulgado nesta terça-feira, 13. A diferença entre os dois exames é que o primeiro será feito em todas as crianças e profissionais que quiserem, já o inquérito é por amostragem.

Segundo o Estadão apurou, a ideia da Prefeitura é dar prioridade para a volta às aulas dos que já tiverem anticorpos para o vírus na rede municipal. O resultado desses testes – chamado de censo sorológico – deve sair na semana que vem.

Em entrevista coletiva, Covas confirmou a informação adiantada pelo Estadão. “Devemos ter para a próxima semana, na quinta-feira da semana que vem o resultado do censo que estamos realizando com todos os professores e alunos da rede municipal. Na quinta da semana que vem teremos a decisão sobre as aulas no dia 3 de novembro. A partir destes dados, devemos ter a decisão da Prefeitura, se continua com atividades extras e se teremos algum retorno no dia 3 de novembro”, disse.

Já as escolas particulares teriam autonomia para decidir como voltar com as aulas, depois de autorizadas por Covas. Desde 7 de outubro, elas já vêm oferecendo atividades extracurriculares para 20% dos alunos, por dia, conforme norma da Prefeitura. Segundo estimativas do sindicato das escolas, 80% delas reabriram na semana passada.

Como esse retorno também era voluntário para a rede pública, apenas uma creche municipal foi aberta dia 7. E cerca de 300 escolas estaduais voltaram a funcionar.

A expectativa para novembro é de que a Prefeitura autorize uma quantidade maior de crianças nas escolas, já que a cidade passou para a fase verde na semana passada. Pelo plano do Estado, depois de 14 dias nessa fase, 70% dos alunos já poderiam estar na escola presencialmente. Mas as cidades podem ser mais restritivas e por isso que a decisão de Covas, que concorre à reeleição, é importante.

O inquérito sorológico apresentado nesta terça-feira mostrou que os alunos testados e que tinham anticorpos para covid-19 foi de 15,4% nos da rede estadual, de 17,6% na rede municipal e de 12,6% entre os alunos da rede particular. Como em outros inquéritos, a taxa de assintomáticos é alta e variou entre 64,4% e 69,9% no geral , o que é o dobro do registrado em adultos, de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde. Os dados também mostram que 30% dos alunos da rede privada vivem com pessoas com mais de 60 anos, que compõe o grupo de risco para a doença. Na rede pública, esse índice é de 29%.

A Prefeitura já tem à disposição 180 mil testes para a primeira fase do censo, que tinha previsão de duração de 15 dias. É essa etapa que Covas está esperando para decidir sobre a volta no dia 3 de novembro.

Depois disso, serão feitos acordos com laboratórios para examinar um total de 102 mil professores e 670 mil alunos da rede. O procedimento total vai durar cerca de 40 dias. Os bebês e crianças de 0 a 3 anos são as únicos que farão os testes em unidades de saúde, onde também terão a carteira de vacinação atualizada.

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