Os bares e restaurantes estão entre os segmentos mais afetados pelo endurecimento das restrições de circulação para conter a propagação da pandemia. Com a volta para a fase vermelha, esses estabelecimentos só poderão funcionar em sistema de delivery ou retirada no local – o atendimento presencial fica proibido.

Para a Abrasel-SP (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo), o setor está pagando a conta do aumento de casos de coronavírus gerada pelas aglomerações em festas clandestinas.

“O governo mirou no alvo errado. Foras as festas clandestinas, que surgiram quando os bares foram fechados, que gerou a situação atual. Infelizmente, somos vítimas do que ocorreu”, afirmou Percival Maricato, presidente da Abrasel-SP.

Como o setor vai ficar agora? Para Maricato, um lockdown de curto prazo pode ser considerado até razoável. “Do jeito que as coisas estão, com fechamento até as 20h e ocupação máxima de 40%, os empresários já não estão conseguindo pagar as contas. Um fechamento por pouco tempo pode ser razoável.”

Como a pandemia afetou o setor? A Abrasel diz que setor perde diariamente 300 estabelecimentos, 1.800 empregos. Na cidade de São Paulo já fecharam 12 mil estabelecimento em definitivo, e no Estado cerca de 50 mil.

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