Por Pedro Fonseca

O Ministério da Saúde vai suspender o contrato de compra da vacina indiana contra a Covid-19 Covaxin, disse nesta segunda-feira o titular da pasta, Marcelo Queiroga, depois que a importação do imunizante entrou na mira da CPI da Covid por suspeitas de irregularidades.

Queiroga disse que a decisão foi tomada após recomendação da Controladoria-Geral da União, que iniciou uma apuração sobre as suspeitas levantadas sobre o contrato.

Mesmo sem o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o imunizante, o governo federal assinou em fevereiro um contrato de 1,6 bilhão de reais para a compra de 20 milhões de doses da Covaxin, imunizante desenvolvido pelo laboratório Bharat Biotech.

Na semana passada, o deputado Luís Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, o servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda, disseram ter relatado suspeitas de irregularidades no contrato com a Covaxin ao presidente Jair Bolsonaro, o que levou o presidente para o centro da CPI.

Com base nas afirmações dos irmãos Miranda, senadores pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda-feira uma investigação de Bolsonaro, afirmando haver “grandes chances” de o mandatário ter cometido o crime de prevaricação ao não ter atuado sobre as suspeitas de irregularidades.

Em notas divulgadas nos últimos dias, tanto a Bharat como a Precisa, que representa o laboratório indiano no Brasil, negam quaisquer irregularidades.

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