Você está em dúvida se a sua máscara de pano continua sendo eficiente para evitar a contaminação pelo coronavírus? Pode respirar aliviado. Apesar do temor de que a variante do vírus detectada em Manaus possa desencadear uma terceira onda de covid-19, especialistas dizem que nada deve mudar quanto aos cuidados do dia a dia.

Qual o contexto? Países europeus começaram a recomendar e até mesmo exigir que as pessoas utilizem máscaras de maior qualidade para combater a transmissão viral. França, Áustria e Alemanha, por exemplo, já tornaram obrigatório o uso de modelos mais sofisticados, como o N95 e o PFF2.

O que isso significa? Devemos abandonar as máscaras caseiras? Especialistas como Alison Chaves, enfermeiro doutor em microbiologia e imunologia pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), acreditam que não.

Segundo ele, é preciso diferenciar quem vai utilizar a máscara. Uma pessoa que está em home office e só sai para ir ao supermercado não tem a mesma exposição ao vírus do que profissionais que estão na linha de frente do combate à doença.

“Quando a gente recomenda o uso de máscaras como uma medida populacional, o objetivo primário é evitar a transmissão e não a proteção individual. A ideia é impedir a disseminação do vírus por quem possa estar doente”, explica Alison. Nesse caso, segundo ele, os modelos de tecido são suficientes.

Para os profissionais de saúde, a necessidade é outra. “Aí sim, temos o objetivo de não só proteger os pacientes, mas fundamentalmente os próprios profissionais, constantemente expostos”, aponta.

Tem máscara especial para todo mundo? 

Essa é mais uma dúvida. No início da pandemia, os profissionais da saúde se queixavam da falta de equipamentos de proteção, principalmente de máscaras.

Ao Valor Econômico, a Abint informou que o Brasil havia conquistado a autossuficiência na produção de máscaras N95. Mas não é possível dizer se o país teria artigos suficientes para atender a uma grande procura da população em geral.

O que fazer então?

Para Alison Chaves, o uso incorreto da máscara prejudica gravemente a eficácia de qualquer modelo.

Veja recomendações:

Máscara de boa qualidade – Não há estudos suficientes para determinar quais máscaras comuns são mais eficazes, mas é bom ficar atento aos extremos. Evite máscaras danificadas, com saídas de ar ou tecidos translúcidos.

Atenção às velhas dicas – Regule o elástico para que o tecido fique firme e ajustado ao formato do nariz; troque a máscara a cada duas horas ou quando ela ficar úmida; armazene a máscara usada em envelope de papel ou saco plástico; higienize as mãos a cada troca.

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