A capital paulista, a região metropolitana e as regiões de Piracicaba, Campinas, Taubaté, Sorocaba e a Baixada Santista tiveram quedas nos números da covid-19 e avançaram para a chamada fase verde da quarentena. Com isso, 76% da população vive nessas regiões.

O Estadão já havia antecipado a informação sobre a chegada da cidade de São Paulo a esse estágio do Plano São Paulo. Já a região de Barretos voltou para a fase laranja. O restante do Estado permanece na fase amarela.

Essa nova configuração vale a partir de amanhã e uma nova reclassificação acontecerá somente em 16 de novembro. A fase verde da quarentena, a penúltima antes da azul (último estágio), permite a ampliação do horário em shoppings, comércios, bares, restaurantes, academias e setor de serviços.

O governador João Doria (PSDB) afirmou que as atividades das regiões nessa fase poderão funcionar por 12 horas. Regiões na fase amarela também poderão estender de oito horas para dez horas o funcionamento dos estabelecimentos comerciais, de rua, shoppings, academias e prestadores de serviço. Restaurantes e similares poderão ficar abertos até as 23h, dentro das regras, mas o serviço deve ser interrompido às 22h, obrigatoriamente.

O Centro de Contingência também decidiu unir a região metropolitana em uma única região, chamada de Grande São Paulo. Antes, havia separação. “A cidade de São Paulo é referência médica da América Latina, da região metropolitana, do interior e de outros estados. A mortalidade e a letalidade são maiores porque concentram na cidade os casos mais graves e isso sacrifica os indicadores. Por isso, achamos razoável essa reorganização e restabelecimento da DRS 1, como ela era originalmente”, explicou Jean Gorinchteyn.

Além disso, os indicadores agora vão comparar os últimos 28 dias com os 28 dias anteriores, ampliando a contagem anterior de 7 dias. A classificação das regiões depende de variáveis como taxa de ocupação de leitos de UTI, a quantidade desses leitos por 100 mil habitantes e também leva em conta os números de casos, óbitos e internações. A capital paulista estava classificada na fase amarela desde o dia 26 de junho.

Com o avanço, a cidade de São Paulo deve reabrir cinemas, teatros, bibliotecas e museus a partir deste sábado, 10. A autorização para a retomada dessas atividades culturais já havia sido dada pelo governo do Estado no começo de julho, para cidades há mais de 28 dias na fase amarela, mas a decisão cabe aos prefeitos.

Bruno Covas (PSDB) decidiu esperar a chegada à fase verde para a retomada desse setor. Os protocolos com as entidades que representam essas áreas foram assinados no dia 24 de setembro, a fim de garantir a reabertura assim que a cidade chegasse a esse estágio do Plano São Paulo. A retomada de outros setores na capital paulista na fase verde só ocorrerá em duas semanas, de acordo com Covas.

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