Logo no início da crise do coronavírus no Brasil o Gympass, aplicativo de assinaturas de academias, se viu em uma situação desafiadora. Com as academias fechadas, não havia check-in a serem feitos e a startup perdeu seu público.

Foi preciso se repaginar e levar a operação para a nuvem. O Gympass deu três cartadas:

  • Criou uma plataforma de aulas online que são promovidas pelas academias. Só acessa a plataforma o cliente Gympass depois de logar com o código do check-in.
  • Incluiu nos planos os apps de nutrição, meditação e ioga. Também na área de bem-estar, a empresa firmou parceria com a ZenKlub, de atendimento psicológico online.
  • Incluiu a opção de contratar um personal online – já são 500 cadastrados.

As mudanças são positivas? Sim. A empresa ficou mais adaptável a diferentes propósitos, preferências e realidades de cada usuário.

O consumidor final ganhou mais produtos disponíveis e pode escolher que atividades fazer. Quando a crise passar, caso queira, poderá voltar às atividades presenciais.

Com os apps de bem-estar, nutrição, meditação, ioga e atendimento psicológico, o Gympass atende uma nova demanda ressaltada pela pandemia: o cuidado com a alimentação e a saúde mental.

“Novos clientes nos procuraram pela frente de bem-estar que passamos a oferecer”, destaca a CEO do Gympass, Priscila Siqueira.

Gympass e planos de saúde: O novo posicionamento da startup a coloca como parceira das companhias que buscam reduzir a sinistralidade na carteira de beneficiários dos planos de saúde empresariais. Com os apps de nutrição e bem-estar, ambas as empresas podem trabalhar juntas formas de ajudar população de risco a se cuidar e prevenir doenças e idas ao hospital.

A saúde mental e a redução do estresse também ajudam a conter o absenteísmo – afastamento por doença, horas não trabalhadas, faltas.  Segundo Priscila, alguns gestores já disseram que reduzir o absenteísmo dos colaboradores ajuda a pagar todas as outras contas.

E quando a crise de saúde passar? O Gympass espera uma queda na quantidade de aulas online na medida em que as pessoas voltarem às academias.

Mas as mudanças vieram para ficar e propiciaram novas experiências. A taxa de usuários que experimentaram novas academias (inclusive de outras cidades) subiu de 20% para 25% se comparado ao mesmo período no ano passado. A própria CEO da startup fez aula online de forró em uma academia de Recife.

E online, houve mais adesão às aulas. O horário mais popular é às 19h, e a quantidade de check in diário nesse período subiu de 13%, no pré-pandemia, para 27%

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