O governo de São Paulo anunciou nesta sexta-feira, 16, a abertura do comércio a partir do próximo domingo, 18, numa flexibilização das medidas para o controle da transmissão do coronavírus em uma nova “fase de transição” do Plano SP, entre a vermelha e a laranja. Como o Estadão adiantou, as lojas podem abrir em horários reduzidos, e os cultos religiosos presenciais estão permitidos. O funcionamento de bares e restaurantes continua suspenso até o próximo dia 24, quando salões de beleza, atividades culturais e academias também serão liberado. A regra vale para todo o Estado.

A fase vermelha até então permitia apenas a abertura de comércios essenciais, como farmácias e supermercados. Nesta manhã, secretários e o governador João Doria se reuniram para tomar a decisão final sobre a “fase de transição”. Com ela, o comércio fica autorizado a funcionar entre as 11h e 19h, a partir do domingo, 18, até o próximo dia 30. Os cultos religiosos presenciais também estão habilitados, mas desde que respeitando a lotação máxima de 25% e com “aplicação de protocolos sanitários rigorosos”. O toque de recolher, entre as 20h e 5h, continua valendo para todo o Estado.

A partir do próximo dia 24, estão autorizados bares e restaurantes, salões de beleza, barbearias e atividades culturais, como museus, clubes e parques, também respeitando o horário de 11h às 19h. Na mesma data, estará permitido o funcionamento de academias, em intervalos de 7h às 11h e de 15h às 19h. Apesar da flexibilização, essas atividades também precisam respeitar a lotação máxima de 25% e seguir a “aplicação de protocolos sanitários rigorosos”.

O argumento do governo é o de que houve melhora nos números da pandemia nas últimas semanas, com taxas de ocupação dos leitos de UTI que hoje estão em 85,3%, no Estado, e 83,3%, na Grande São Paulo, abaixo dos índices observados no início deste mês, ambos superiores a 90%. De acordo com o vice-governador Rodrigo Garcia, os novos leitos abertos durante as fases vermelha e emergencial continuarão habilitados nas próximas semanas.

Esta nova “fase transitória” implementada no Estado foi descrita pela secretária estadual de Desenvolvimento Econômico Patrícia Ellen como um “voto de confiança” na população e “fruto do debate das ciências da saúde, econômica e da ciência social”. Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência da Covid, admitiu que, “no mundo ideal”, seria implementado o “maior nível de restrição possível e de redução de mobilidade das pessoas”.

“Todos sabemos que, se fosse possível nos trancarmos dentro de casa por três a quatro semanas, teríamos um cenário de praticamente interrupção de transmissão [do vírus]. Mas vivemos no mundo real”, afirmou Menezes. “O Centro de Contingencia entende isso, e as medidas apontadas agora pelo governo permitem que alguns setores e parte da população, que estão sendo extremamente afetados pela pandemia, podem ter alguma chance de conseguir caminhar nas próximas semanas, mantendo um alto nível de isolamento.”

O vice-governador frisou que os índices de novos casos, internações e óbitos ainda estão em um “patamar elevado”, mas acredita que haverá “uma queda constante” nos próximos dias, “fruto das restrições realizadas nas semanas passadas”. Para João Gabbardo, secretário executivo do Centro de Contingência, os dados do próximo sábado, 17, quando se encerra a atual semana epidemiológica, podem apresentar uma melhora na média de mortes diárias do Estado: “É muito provável que, depois de sete semana de aumento de óbitos, teremos a primeira redução”.

Ainda de acordo com os dados apresentados durante a coletiva desta tarde, a taxa de internações diárias pela covid está em queda no Estado desde 1º de abril, quando começou a diminuir cerca de 0,8% ao dia, até esta sexta-feira. Hoje, São Paulo tem 11.756 pessoas internadas em leitos de UTI, contra os 13.074 registrados no início do mês.

O Estado de São Paulo registra também até então 87.326 mortes e 2.722.077 casos confirmados pela covid. Há ainda cerca de mil mortes por dia, o dobro do que havia em meados de março, mas menos do que no início de abril.

O governo não apresentou hoje nenhuma mudança na área da educação, que foi liberada para voltar com 35% dos alunos por dia na semana passada. A rede estadual reabriu na quarta-feira e a maioria da particular já na segunda-feira. Alguns colégios de elite preferiram continuar fechados, mas devem informar novas medida após os anúncios do governo nesta sexta.

A princípio, a próxima classificação do Plano São Paulo está prevista para 1º de maio.

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