As reuniões no Zoom podem não acabar, mas no mundo altamente competitivo de finanças, as visitas a clientes distantes estão começando a mostrar um retorno rápido.

O JPMorgan, maior banco dos EUA, já tem cerca de 30 a 40 funcionários do banco de investimentos viajando diariamente, de acordo com Jim Casey, co-diretor do banco de investimento global da empresa. É outro sinal de que as grandes empresas de Wall Street estão retornando aos seus hábitos pré-pandêmicos, à medida que a taxa de vacinação cresce.

Em toda a indústria, há uma forte motivação para pegar a estrada: ninguém quer abrir mão de uma vantagem para conseguir contratos lucrativos e, no momento, extraordinariamente abundantes. Os funcionários do JPMorgan estão viajando dentro dos Estados Unidos, que está à frente dos principais países europeus e asiáticos na vacinação em massa. Seus negociadores ainda não estão marcando tantas viagens quanto antes da pandemia, mas os números têm subido, disse Casey.

As viagens de negócios aumentaram à medida que as pessoas ficaram mais confortáveis”, segundo ele. “Você não conquista novos negócios sem um encontro presencial.”

Um ano atrás, quando todas as viagens, exceto as mais essenciais, pararam, muitos executivos do setor financeiro elogiaram o potencial da videoconferência para tornar os negócios mais rápidos e baratos do que voar. Mas os executivos de ambos os lados das chamadas desde então expressaram cansaço com as reuniões virtuais. Em uma conferência na semana passada, o CEO do JPMorgan Jamie Dimon lamentou os negócios que o banco perdeu por não visitar clientes, enquanto seus concorrentes visitavam.

“Vários clientes fecharam negócios com outra empresa porque seus funcionários os visitaram e os nossos não. Ok, isso é uma lição”, disse Dimon. “Tem que funcionar para os clientes — não se trata de funcionar para mim. E eu tenho que competir.”

Essa não é a única forma com que Dimon e seus colegas estão estimulando o retorno do setor ao normal. No final do mês passado, o JPMorgan se tornou o primeiro grande banco dos Estados Unidos a exigir o retorno de toda a sua força de trabalho no país, com um memorando dizendo que no início de julho todos os funcionários que trabalham nos Estados Unidos retornarão aos escritórios em “esquema rotativo”. O banco rival, Goldman Sachs, mais tarde, disse à equipe para se preparar para retornar em 14 de junho.

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