O governo de São Paulo marcou para 8 de setembro a data de retomada das aulas presenciais em todo o Estado. Para que a data seja confirmada, é preciso que todo o Estado permaneça na fase amarela do plano de reabertura por 28 dias. Ou seja, todas as cidades precisariam estar na fase amarela já no começo de agosto. Mas essa não é realidade hoje.

Em carta aberta, o presidente do Sieesp (sindicato dos estabelecimentos e ensino particular de São Paulo), Benjamin Ribeiro da Silva, critica o tratamento diferenciado dispensado às escolas de cursos complementares, como inglês, dança e informática. É que as escolas que ministram esses cursos estão autorizadas desde ontem a retomar suas atividades nas cidades que estão na fase amarela.

“Mas, estranhamente, sem qualquer aviso antecipado (como foi o caso da escola privada, com de mais de 70 dias de antecedência), o governo estadual resolveu liberar o funcionamento das escolas de cursos livres, idiomas, de reforço escolar, música, dança etc., que podem abrir suas portas já, agora. Não temos nada contra. Pelo contrário, somos favoráveis pois estamos na bandeira amarela, e esse também é um segmento que está sofrendo, assim como o ensino técnico, profissionalizante”, diz Ribeiro.

O que o Sieesp defende? O sindicato defende a antecipação do retorno das aulas presenciais. Diz que em outros países, as aulas voltaram antes nas creches e ensino infantil. “Assim foi, por exemplo, em Cingapura, Alemanha, Dinamarca, Finlândia, Bélgica, Reino Unido, San Martin e Curaçao. Na Holanda, a retomada foi do maternal até o 9º ano. E, na Sérvia, para os pais que precisam trabalhar e não tem com quem deixar os pequenos”, afirma Ribeiro na carta.

Para voltar em São Paulo, é preciso desatrelar o retorno da escola privada da rede pública. “O próprio Conselho Nacional de Educação, em seu último parecer (CNE/CP 11/2020) aprovado por unanimidade, em 7 de julho, defende a volta da escola particular desatrelada da escola pública”, diz a carta.

Já tem Estado voltando? Ribeiro diz que sim. “No Brasil, as aulas presenciais voltam no dia 27 de julho no Distrito Federal (por decisão judicial), retorno que deve ocorrer igualmente até o final deste mês em capitais João Pessoa, Brasília e Fortaleza. Manaus já voltou em 6 de julho. Na sequência, em agosto, devem reabrir escolas de Goiânia, Curitiba, e São Luís.”

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