O governador João Doria (PSDB) anunciou nesta segunda-feira (30) que o Estado de São Paulo vai regredir para a fase amarela do plano de combate ao novo coronavírus. Dessa forma, comércio, bares, restaurantes e eventos culturais terão mais restrições. Segundo apurou o Estadão, não haverá mudanças para as escolas particulares e públicas, que estão abertas desde setembro no Estado e desde outubro, na capital.

A definição de Doria era esperada para esta segunda-feira, 30, um dia após seu candidato Bruno Covas ser reeleito na capital. Segundo fontes, movimentos de pediatras e de pais de alunos pedindo que as escolas não fossem afetadas por novas restrições com a piora da pandemia no Estado foram cruciais na decisão do governo.

O exemplo da Europa, que entrou novamente em lockdown, mas manteve a educação aberta, também foi determinante. No Brasil, Estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina também estão com entendimentos semelhantes, de que outros serviços devem fechar e as escolas precisam ser consideradas essenciais pelos danos causados às crianças.

Pediatras também sustentam que as crianças transmitem muito menos o vírus do que adultos e que as escolas já conseguiram se adaptar bem aos protocolos. Pesquisa feita pelo sindicato e associação das escolas particulares mostra que em 86% das mais de 500 instituções consultadas não houve nenhum caso de covid desde que foram abertas.

Fase de ‘flexibilização’

A fase 3 (amarela) do Plano São Paulo é de maior flexibilização e impõe redução de no atendimento. As principais diferenças em relação à fase 4 (verde) estabelecem que a maioria dos setores reduzam o atendimento de 60% para 40% da capacidade total e evitem aglomerações em pé.

Para academias, o funcionamento fica restrito a 30% da capacidade total do espaço, por 6h diárias e apenas para aulas individuais com agendamento prévio. Shoppings, galerias e outros estabelecimentos comerciais também têm a permissão de atendimento reduzida de 60% para 40% da capacidade, e horário de abertura de 12 horas para 10.

Bares e restaurantes continuam permitidos a atender presencialmente, mas agora o atendimento volta a ser liberado para apenas 40% da capacidade total do estabelecimento, que pode ficar aberto até as 23h, mas precisa encerrar o serviço às 22h. Salões de beleza, cinemas e teatros também regridem e só estão liberados para 40% dos assentos totais. A principal diferença é que, para o setor cultural, o público presencial não poderá ficar em pé durante eventos e outras atividades.

De acordo com a última atualização do Plano São Paulo, em 24 de outubro, 11 regiões do Estado já estavam na fase 4 (verde), de abertura parcial. Entre elas, a capital paulista, a Baixada Santista, Campinas, Piracicaba, Taubaté e Sorocaba.

Apesar de a fase 3 (amarela) prever a flexibilização de alguns serviços e atividades, a abertura depende da autorização dos governos municipais. Na capital, o prefeito Bruno Covas só permitiu a retomada do setor cultural e a abertura de parques quando o município entrou na fase 4 (verde). Neste domingo, 29, o PSDB promoveu uma festa de comemoração no diretório da sigla que contrariou todas as recomendações das autoridades sanitárias tanto do governo quanto da Prefeitura.

Na educação, o Estado continua autorizando 35% da quantidade de alunos nas escolas por dia e aulas para médio e fundamental. A capital, no entanto, foi mais restritiva e permite apenas 20% dos alunos, com aulas apenas para o médio. O restante pode apenas ter atividades extra-curriculares. Resta saber o que vai definir Covas com relação à educação da cidade nesta semana.

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