O coronavírus vai não só congelar a contratação de novos funcionários como trazer risco para a manutenção do nível de emprego das empresas. A avaliação é do presidente da ABRH (associação brasileira de recursos humanos), Paulo Sardinha.

Por que existe risco de congelar as contratações? Em um primeiro momento, a maioria das empresas está adotando medidas de restrição de contato social entre pessoas. Por isso, muitas recorreram ao home office como medida de contenção do coronavírus.

“Neste momento, as empresas não devem contratar novos funcionários porque elas nem sabem onde colocar esse colaborador. Não faz sentido contratar uma pessoa para ficar em home office”, disse Sardinha.

Mas e os processos de seleção que já tinham começado? O presidente da ABRH afirma que os processos seletivos já iniciados devem ser concluídos, pois existe tecnologia disponível para fazer contratação online. “Os processos devem ser continuados, mas agora sem prazo para ser efetivados”, disse. Ou seja, não tem prazo para o funcionário começar a trabalhar.

Esse quadro todo deve trazer uma ameaça aos empregos? O risco sempre existe, mas Sardinha diz que as empresas afetadas pela queda de produção podem lançar mãos de algumas alternativas primeiro, como antecipação de férias, licença não remunerada e jornada parcial.

Hoje, por exemplo, a lei exige que as empresas protocolem na Justiça a intenção de conceder férias coletivas com 30 dias de antecedência. Sardinha defende que essa exigência seja flexibilizada diante da crise deflagrada pelo coronavírus. “É melhor dar férias do que fazer demissão. Defendemos uma flexibilização responsável.”

Como fica a situação das empresas? Sardinha diz que as micro, pequenas e médias são as que mais vão sofrer com a crise, pois elas têm menos acesso a crédito e qualquer mudança no fluxo de caixa pode implicar na sobrevivência delas. “Ficar fechado por 30 dias não significa só demitir, pode significar a falência para muitas empresas.”

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