Embora o CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, queira que os funcionários sejam vacinados contra a Covid-19, ele disse que é improvável que o banco torne a vacinação obrigatória, pelo menos por enquanto.

“É difícil torná-la mandatória. Existem leis sobre isso”, disse Dimon, diretor-presidente do maior banco dos Estados Unidos, em entrevista na segunda-feira à Bloomberg Television. Algumas empresas, como companhias aéreas ou hotéis, podem tentar exigir a vacinação, disse, acrescentando que é preciso incentivar as pessoas a se vacinarem.

Dimon, que completa 65 anos no final do mês, defendeu um retorno mais amplo ao escritório ao dizer que a empresa observa uma “alienação” entre profissionais mais jovens e que um longo período de trabalho em casa pode trazer prejuízos econômicos e sociais de longo prazo. Ele também expressou preocupação com a produtividade entre certos grupos.

Cerca de 20% dos funcionários do banco haviam retornado aos escritórios do JPMorgan em Nova York em meados de outubro, disseram executivos na época. Membros do comitê operacional sênior do banco, que inclui Dimon, trabalharam por um período nos escritórios do banco durante a maior parte do verão do hemisfério norte, em um esforço para mostrar que os ambientes recém-reconfigurados eram seguros.

Dimon reconheceu que o trabalho remoto provocado pela pandemia levará a mudanças permanentes na forma como as empresas operam, e disse na segunda-feira que o modelo “reduzirá a necessidade de imóveis comerciais”.

“Haverá uma grande parte que trabalhará permanentemente no escritório – pense em nossas agências, administração de caixa, provavelmente a maior parte do pregão”, disse. Mas ele também prevê outros funcionários em um modelo híbrido, com o trabalho nos escritórios em alguns dias e remotamente em outros.

Essa mudança pode complicar a recuperação da cidade de Nova York, onde o JPMorgan tem sede e Dimon nasceu e foi criado. O JPMorgan, por sua vez, está em processo de construção de uma nova sede no centro de Manhattan.

“Nova York pode ter um pouco de dificuldade”, disse. “As necessidades imobiliárias já diminuíram. A maioria de nós vai ter mais cadeiras disponíveis, porque você não precisa de 100 cadeiras para 100 funcionários, vai precisar de cerca de 60.”

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